O vice-presidente do PSD/Açores, Carlos Ferreira, defendeu no passado dia 20 de Abril “o aprofundamento da autonomia regional”, frisando “a sua importância para o fortalecimento do País”, numa intervenção que lembrou “os 50 anos da autonomia política e administrativa das regiões autónomas portuguesas”.
O social-democrata falava na sessão de encerramento do 20º Congresso do PSD/Madeira, em que focou “a reafirmação dos laços históricos e políticos entre os dois arquipélagos”, uma realidade também assente “na tradição de presença recíproca entre estruturas regionais do partido”.
O dirigente transmitiu uma mensagem “de proximidade política e institucional”, levando também uma saudação do presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, ao PSD/Madeira, aos seus novos órgãos e ao seu líder Miguel Albuquerque.
Carlos Ferreira destacou que a tradição do relacionamento entre os Açores e a Madeira “vai além de uma simples formalidade, refletindo uma história comum de resistência, superação e afirmação”, assim como “um percurso partilhado na defesa da autonomia e na valorização da diversidade territorial de Portugal”.
“Essa é uma das maiores conquistas da democracia portuguesa”, sublinhou o social-democrata, “pois vai permitindo aproximar o poder das populações, responder de forma mais eficaz às necessidades locais e garantir maior capacidade de decisão às regiões”.
Carlos Ferreira lembrou que, “antes da autonomia, os arquipélagos eram frequentemente vistos como territórios distantes e periféricos”, uma realidade “que se alterou com o reconhecimento das suas especificidades e identidade própria. A autonomia integrou melhor os Açores e a Madeira no Estado português”, disse, defendendo que “um Estado moderno se constrói com base na confiança e na descentralização”.
Para o vice-presidente do PSD/Açores, o papel das regiões autónomas “em áreas como a saúde, a educação, os transportes, a proteção civil, o turismo e o desenvolvimento económico, demonstrou maturidade política e sentido de responsabilidade, ao longo destas cinco décadas”.
Carlos Ferreira acrescentou que a “autonomia não é uma obra acabada”, sendo necessários “o reforço de competências, melhores instrumentos de financiamento e maior participação das regiões nas decisões nacionais e europeias”.
O vice-presidente do PSD/Açores não esqueceu “a importância estratégica dos arquipélagos no contexto atlântico, classificando-os como plataformas da Europa e pontos de ligação entre continentes, com potencial nas áreas da economia azul, da inovação e da geopolítica”.
E recordou o papel histórico do PSD na construção da autonomia, lembrando que o partido “esteve na linha da frente desde a sua consagração constitucional. Nem todos os partidos podem dizer o mesmo”.
Carlos Ferreira apelou à renovação do compromisso com uma “autonomia moderna, responsável e reformista”, capaz de responder a desafios como “a demografia, as alterações climáticas, a habitação e a transição digital, sendo essencial o envolvimento das novas gerações neste projeto”.
“Celebrar os 50 anos da autonomia é, sobretudo, olhar para o futuro”, afiançou, reforçando que a autonomia continuará a ser “uma das maiores forças de desenvolvimento e de oportunidades para Portugal”, concluiu.















