Carlos Ferreira preocupado com o sector do mar na ilha do Faial

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A candidatura do PSD pela ilha do Faial reuniu na passada quinta feira com algumas instituições representativas do sector do mar na ilha do Faial, nomeadamente com o Clube Naval da Horta (CNH), com a Associação de Produtores de Atum e Similares dos Açores (APASA) e com a Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA).

Carlos Ferreira, o cabeça de lista do PSD pela ilha do Faial, às eleições de 16 de outubro próximo, revelou aoTribuna das Ilhas que estas reuniões tiveram como objetivo o recolher de “informação que nos permita trabalhar e apresentar soluções para os vários problemas que o setor atravessa no Faial e em toda a Região”.

O candidato confessou que o PSD recebeu “com grande preocupação as declarações das instituições que representam os pescadores, dizendo que aquilo que estará previsto, porque há também um grande desconhecimento por parte das instituições, não serve a atividade da pesca e foi projetado sem terem sido ouvidos os verdadeiros destinatários, que são os pescadores”.

Carlos Ferreira destacou ainda como imperativo nesta segunda fase de reordenamento do porto da Horta “ a reconfiguração e ampliação da sede do CNH, que é uma instituição que presta um serviço muito importante ao Faial e aos Açores; a ampliação da Marina da Horta, que está sobrelotada quando noutras paragens temos visto a construção de marinas de grande dimensão sem terem barcos sequer para a utilizar; melhoria das instalações do Núcleo de Pescas, criando melhores condições para os pescadores operarem; e a dotação de infra estruturas para reparação e manutenção naval aqui no Porto da Horta, o que é uma necessidade há muitos anos apontada e que ainda continua por fazer”.

O cabeça de lista do PSD, realçou ainda o facto de “ninguém saber ao certo o que vai ser feito nesta segunda fase do reordenamento do porto”, referindo que “todos os intervenientes temem que se cometam os mesmos erros que se cometeram na primeira fase, em que se encolheu de tal modo o porto, dos 400 para os 250 metros de molhe, que não serve o seu principal objetivo: acolher navios de cruzeiro de grande dimensão”. O principal objetivo que, segundo o candidato, “foi totalmente atropelado com a forma como o Governo Regional dos Açores (GRA) conduziu o processo, reduzindo o investimento e encolhendo o porto até chegarmos a um ponto em que temos uma boa gare marítima e um mau porto, que não serve os seus propósitos” comentou.

Carlos Ferreira disse ainda: “ficamos profundamente preocupados quando, também os pescadores, nos transmitem que na área do mar o GRA tem prometido sucessivamente fazer as obras, definir as politica, apoiar o sector, sem nunca cumprir”.

A finalizar o candidato salientou que se o “PSD formar governo, pretende projetar a Horta para o Mar, projetar a nossa economia, dar condições a quem opera nesta área para que possamos sair desta estagnação em que nos têm colocado”.

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