Casa dos Açores de Lisboa homenageia Mário Frayão

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As Crónicas de Mário Frayão voaram até à capital concretizando o convite formulado pelo Presidente da Casa dos Açores de Lisboa, Miguel Loureiro. Foi num ambiente informal e descontraído, onde se respirava amizade e cultura, que decorreu, no dia 19 de Maio, a apresentação do livro “Crónicas e outras estórias”, depois da sessão de lançamento feita no Faial, em Fevereiro passado.
No entender de Miguel Loureiro “estas Crónicas constituem um registo do passado, as quais em boa hora foram compiladas e revistas, estando novamente a ser partilhadas com o público, mas agora de uma forma mais abrangente do que na altura em que foram publicadas em jornais faialenses.”
Alzira Silva, que apresentou o livro no Faial, não pode estar presente nesta cerimónia em Lisboa, mas, na comunicação que enviou destacou “a capacidade de observação acutilante e a permanente distração de Mário Frayão”, bem como “o bom humor como a grande qualidade divina do Homem”.
Para Mário Frayão, “o livro não é uma peça de literatura, mas uma série de relatos que começam a compôr o retrato de uma comunidade”. Como tal, salientou que “a crónica é sempre algo incompleto”, assemelhando-a a um quadro na arte da pintura.
O autor brindou os presentes com novas e velhas histórias, fazendo humor e provocando o riso e a boa disposição em todos.
A segunda parte da noite foi preenchida com momentos de poesia da autoria de Otília Frayão – irmã do autor, que reside em Espanha – e de Mário Machado Frayão, já falecido, filho de Mário Frayão.
Seguiu-se um espaço destinado a depoimentos, em que Helena e Ilda recordaram vários episódios familiares dos tempos de infância, mas sobretudo adolescência e juventude. Entre muitos outros adjectivos, classificaram Mário Frayão como “um pai fantástico e avô excelente”, que tinha por hábito levar os netos a fabulosas viagens imaginárias, ou não fosse ele um nato contador de histórias com humor.
Nesta mesma noite a Casa dos Açores de Lisboa homenageou Mário Frayão pelo contributo dado à sua comunidade durante uma vida.
O Presidente da Casa dos Açores de Lisboa vê Mário Frayão como um animador cultural, que além de ter tido um papel no teatro e na rádio, “foi a peça decisiva para que o bom cinema francês e italiano tenha chegado ao Faial”.
No vasto percurso do autor, destaque ainda para a imprensa, tendo colaborado com várias publicações e sido co-fundador e primeiro Diretor do semanário “Tribuna das Ilhas” e do “Oceânico”.
“Mário Frayão tem mantido uma intervenção cívica a todos os níveis e a beirar as 88 primaveras, continua a encarar a vida com entusiasmo”. Por isso, “será sempre um plantador de árvores, que frutificarão”, rematou Miguel Loureiro.

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