Centenário do Cientista do Povo – Movimento Pro Memória de Frederico Machado quer dotar o Faial com uma escultura

0
39

Na noite do passado dia 23 de maio, realizou-se uma sessão evocativa do Professor Frederico Machado, no auditório do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, promovida pela Junta de Freguesia do Capelo em colaboração com a Junta de Freguesia da Praia do Norte, dedicada às respetivas populações e integrada nas comemorações do Centenário do “Cientista do Povo”.
A sessão conduzida por Maria Antónia Dutra, teve a colaboração da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta (AAALH) representada por Henrique Melo Barreiros que apresentou os resultados das pesquisas sobre o percurso e a personalidade do homenageado. Na sua intervenção, o Professor considerou Frederico Machado como uma personalidade com lugar na história das duas freguesias representadas na sessão e na memória coletiva das suas populações.
A AAALH ofereceu para o arquivo histórico das freguesias do Capelo e da Praia do Norte um trabalho da autoria de Jorge Ferreira da Universidade de Évora (Centro de Estudos da História e Filosofia das Ciências) e do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, que analisa o essencial da produção científica de Frederico Machado, de projeção nacional e internacional, e fundamenta a expressão ‘Cientista do Povo’ através de uma das principais linhas da investigação de Frederico Machado: a sismologia histórica, a previsão e a interpretação sísmica.
Na ocasião, foi ainda anunciado que a forma como as comemorações do Centenário têm decorrido desde o ano passado permitiu descobrir e desencadear novas iniciativas que justificam o seu prolongamento, como a preparação de um livro de homenagem, verdadeira antecâmara de uma futura obra biográfica, motivado pela ‘descoberta’ de personalidades de várias universidades que conheceram e trabalharam com Frederico Machado.
Outra notícia que justifica este prolongamento prende-se com o “Movimento Pro Memória de Frederico Machado” que, entretanto, nasceu na diáspora, da iniciativa do Cônsul Honorário de Portugal em Porto Rico, José Cândido da Silveira. Este movimento vem conhecendo desenvolvimentos para a angariação de fundos destinados a dotar o Faial com uma escultura, orçamentada em 7 mil dólares, de Frederico Machado, em particular na Califórnia, na Costa Leste e no Canadá.
A encerrar a sessão atuou o recém-formado Grupo de Cantares “Capelinhos” da Freguesia do Capelo que interpretou canções tradicionais de âmbito regional e nacional.
A expressão “Cientista do Povo” de origem popular foi “criada” aquando da vaga de sismos que se fez sentir naquelas freguesias em 1958 e que Frederico Machado acompanhou, dando às populações informações diárias pela rádio e em contactos diretos, aliando, sempre, ao saber sobre o fenómeno natural que estava a ocorrer, mensagens de grande serenidade que ajudaram as pessoas a reconciliarem-se com a esperança.
Assim, o professor ficará na história como uma figura quase mítica, em especial para todos aqueles que, por causa do vulcão, passaram a partilhar o sentimento de pertença noutros lugares do mundo.
No sentido de possibilitar a participação de todos os que concordem com este movimento, que já conta com aderentes no Faial, o ‘Tribuna das Ilhas’ informa os dados para o lançamento de contribuições na conta bancária designada “Busto de Frederico Machado” criada pela AAALH:
NIB 0059 0003 22358000063 39
IBAN PT50 0059 0003 2235 8000 0633 9 – CAIXA ECONOMICA DE ANGRA DO HEROSIMO – designação BUSTO DE FREDERICO MACHADO.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO