Cerca de 90% do IRS pago pelos açorianos serve para liquidar dívidas do Governo

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O deputado do PSD/Açores António Vasco Viveiros afirmou hoje que cerca de 90% do IRS que os açorianos vão pagar em 2020 destina-se a liquidar dívidas da governação socialista na Região.

“Neste Orçamento do Governo Regional, os juros da dívida e das empresas públicas falidas, as rendas das parcerias público-privadas e as verbas para o capital social da SATA representam cerca de 90% do IRS que os açorianos vão pagar em 2020. O Governo Regional estima cobrar 735 milhões de euros em impostos no próximo ano, mas os principais problemas dos açorianos continuam sem solução”, afirmou o social-democrata, em declarações aos jornalistas, na abertura das jornadas parlamentares do partido.

O parlamentar salientou que, apesar de um aumento de 20% nos impostos cobrados nos últimos três anos, “mantêm-se os problemas dos açorianos que existiam no início desta legislatura” e a Região continua a não convergir com a União Europeia.

“O insucesso das políticas públicas reflete-se, sobretudo, na ausência de convergência com a União Europeia. Este Governo, nos objetivos a que se propôs para o Quadro Comunitário 2014-2020, prometeu que o PIB per capita dos Açores ia atingir entre 80 a 85% da média europeia. A realidade está muito distante disso, com os a registarem valores inferiores a 69% da média da União Europeia”, sublinhou.

António Vasco Viveiros acrescentou que “o insucesso governativo reflete-se igualmente nos resultados sociais, sendo os Açores a região que regista maiores desigualdades sociais, para além de um vasto conjunto de outros indicadores muito negativos, como a ausência da coesão entre as ilhas de menor dimensão e as maiores”.

O deputado do PSD/Açores destacou igualmente que, segundo a proposta de Orçamento do Governo Regional para 2020, “a pesada fatura da má gestão socialista da SATA começa a ser paga diretamente pelos açorianos no próximo ano, devido a uma injeção de capital de 47 milhões na empresa”.

O parlamentar social-democrata referiu ainda que, embora se tenha registado um “aumento muito significativo das receitas fiscais desde 2016, o Governo Regional volta a não apresentar propostas no sentido de devolver, pelo menos parcialmente, esse dinheiro aos consumidores e empresas açorianas”.

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