Chorinho Brasileiro arranca programa de incentivo à imigração açoriana no Festival Cordas

0
7
Os irmãos Wellington e Maninho Nascimento, que fazem dos Açores sua casa há mais de 20 anos, arrancaram o programa de incentivo à participação da imigração açoriana no Festival Cordas. 
 
Foi o chorinho brasileiro que percorreu as várias paragens da vila da Madalena, incluindo o Moinho dos Frades e a MiratecArts Galeria Costa, no passado fim de semana. “A ideia é desenvolvermos mais este programa incentivando os imigrantes açorianos a mostrarem um pouco da sua cultura raíz no festival, assim como do seu trabalho original” diz Terry Costa, o diretor artístico da MiratecArts, entidade promotora do Festival Cordas. “Arrancamos este ano com dois artistas devido ao apoio da Direção Regional das Comunidades, mas é necessário mais investimento nesta área para se conseguir apoiar muitos mais talentos com cordas, que escolheram a região para viver.” 
 
“Aqui somos sempre brasileiros e no Brasil somos os portugueses”, desabafa Wellington Nascimento, que admite “este tipo de programa é necessário porque nem sempre entramos na programação por não sermos açorianos. Estamos sempre disponíveis para tocar música tradicional da nossa terra natal, mas também temos a nossa música açoriana, produzida e inspirada pelos Açores, por isso esperamos que outras oportunidades surjam no futuro para mostrar o nosso trabalho.” 
 
Este programa também enquadrou no Spotlight Brasil, que aconteceu nesta sexta edição do Festival Cordas, e apresentou uma série de concertos online, em direto de várias regiões do Brasil, com músicos que apresentam estilos diferentes da Viola Caipira. Ainda, ao vivo, no Auditório da Madalena, na ilha do Pico, um dos mais cobiçados músicos do Violão de 7 Cordas, Yamandu Costa, teve a sua estreia regional e o programa encerrou com o filme de Cristiano Oliveira, Tudo tem Viola. www.festivalcordas.com 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO