As “amarras ideológicas” que alguns políticos têm encontrado na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento não só retira o foco do essencial como permite que uma disciplina crucial na formação dos nossos alunos sirva de arma de arremesso entre governo e partidos e vice-versa. E é por aqui que vemos como isto está a ser feito erradamente. Quando o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse, há semanas, que poucas seriam as alterações nos temas a trabalhar pela disciplina, nada fazia crer que, aparentemente, existiriam grandes mudanças no que concerne à educação sexual, revelando que esta parece ter sido uma ordem superior para fazer calar uma direita barulhenta e desajustada da realidade. Consultando as Aprendizagens Essenciais, o termo “sexualidade” desapareceu, existindo referências tímidas ao tema da sexualidade na dimensão da saúde e dos direitos humanos.
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