O Partido Socialista sofreu uma pesada derrota nas eleições legislativas do passado 18 de maio. Perante este cenário, Pedro Nuno Santos demitiu-se e não havia outra saída, pois, como há cerca de um mês referi, se PNS não levasse o PS à vitória, seria apenas um líder de transição. Confirma-se. O PS tem agora tempos difíceis pela frente, onde terá, obrigatoriamente, que refletir e mudar de rumo, sendo essencial escolher bem quem substituirá o Secretário-Geral demissionário. Terá que ser alguém que construa pontes, dentro do partido, entre as várias fações e que granjeie reconhecimento e empatia da sociedade civil. É obrigatório que seja eticamente intocável, sem truques nem esquemas ocultos que prejudiquem o seu futuro e o do partido.
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