Combate às dependências é uma batalha que a Região não pode perder

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O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS, Artur Lima, alertou, esta quarta-feira, durante o debate de urgência sobre políticas de prevenção e combate às toxicodependências, para a necessidade de o Governo Regional “promover o apoio às famílias, através de equipas multidisciplinares”, uma vez que o “flagelo da droga não atinge apenas o indivíduo que consome, mas também o seio familiar”.

Artur Lima referiu que “por detrás dos números das dependências e da adição estão pessoas, histórias de vida e o sofrimento de muitas famílias açorianas”, que “se veem impotentes face à perda de liberdade dos seus familiares que vivem subjugados pelas substâncias de que dependem, num caminho que leva muitas vezes à exclusão social, ao hospital e à morte”.

Para o líder do CDS, “coloca-se o desafio permanente dos competentes órgãos da administração pública regional de adequar as respostas regionais necessárias para, através da prevenção, do tratamento e da reinserção, enfrentar o problema”.

Artur Lima referiu que, ao se tratar do efeito que as substâncias aditivas têm na saúde, “é preciso falar também do álcool e do tabaco”, lembrando as “elevadas taxas de mortalidade por cancro de pulmão e por doenças respiratórias na Região”. Nesse sentido, defendeu, “temos de incidir a nossa luta sem tréguas não só em relação à toxicodependência, mas também nas dependências de maneira geral, nomeadamente o tabaco e o álcool”.

Em relação ao estudo sobre os comportamentos aditivos na Região, que estará concluído em julho, a deputada Graça Silveira realçou que “não é preciso estudo algum para sabermos que as taxas de reabilitação nos programas de baixo limiar são baixas na Região” e “não é preciso um estudo para saber que a estratégia de substituir uma droga de adição por uma droga de substituição não surte os efeitos desejados”.

 

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