Conferência Ecotur 2018 – Horta distinguida com certificado e selo de cidade Odyssea

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No âmbito da conferência ECOTUR 2018, a cidade da Horta recebeu a certificação e o selo de cidade Odyssea e procedeu à assinatura do convénio de adesão do município à rede Europeia Odyssea. A conferência integrada no projeto ECOTUR Azul abordou o tema “A importância da náutica e do turismo costeiro e marítimo para o desenvolvimento económico do concelho da Horta”.

“A Horta é a única cidade açoriana a implementar o ECOTUR AZUL, adotando o modelo Odyssea de desenvolvimento territorial sustentável, que valoriza o turismo costeiro, as rotas culturais marítimas e as atividades inovadoras na navegação de recreio”, afirmou o Presidente da Câmara, José Leonardo Silva na sessão de abertura da Conferência Ecotur 2018.
Subordinada ao tema “A importância da náutica e do turismo costeiro e marítimo para o desenvolvimento económico do concelho da Horta”, esta conferência decorreu no Teatro Faialense, no início da semana e reuniu entidades publicas e privadas ligadas ao mar e ao turismo.
Na sua intervenção, José Leonardo Silva, avançou que a autarquia tem vindo a trabalhar, com vários parceiros europeus, num projeto “inovador”, que tem sido responsável por “potenciar os territórios marítimos na União Europeia e por colocar a nossa oferta turística, gastronómica, cultural, náutica e ambiental ao serviço de um universo de cerca de 7 milhões de turistas navegantes, muitos dos quais com grande poder económico”, sustentou.
Neste sentido adiantou ainda que até ao final do ano o município deverá ter concluída a primeira fase deste projeto de cooperação territorial ECOTUR AZUL ao abrigo do Interreg, que visa a criação de aplicação informática, que permite aos utilizadores ter acesso a um conjunto de informação turística da ilha através das novas tecnologias como telemóveis, smartphones, androides ou tablets com ligação à internet.
Regis Lopez Lang – Delegado Misión Odyssea Europa-Al-Caribe explicou que “este projeto é o resultado de um trabalho extenso, com quase dois anos, durante os quais analisamos qual era a essência, a história e a cultura da Horta, bem como a sua particularidade dentro do esquema do turismo azul e da economia azul”, referiu.
De acordo com o delegado, este modelo Odysseea “encontra-se certificado pela Comissão Europeia como um modelo exemplar a estender a todas as regiões costeiras e marítimas da Europa”.
Regis Lopez Lang avançou que “o presidente da CMH decidiu ser parte integrante desta rede, no ano 2016 e a partir dai começaram a preparar a candidatura em conjunto com Lanzarote, La Palma, Gran Canária, Cabo Verde e Mauritânia”.
Presente nesta sessão de abertura, em representação do Governo Regional, esteve Cíntia Martins.
Na sua intervenção, a diretora regional do Turismo referiu que os Açores se têm afirmado como um “destino de eleição” para os amantes do mar e das atividades ligadas ao mar, como o whalewatching, o mergulho, o iatismo, a vela e os desportos de ondas.
No entender de Cíntia Martins “o turismo náutico tem sido, uma das maiores apostas do Governo Regional nos últimos anos pelo elevado potencial de crescimento que lhe tem vindo a ser atribuído, tendo em conta as caraterísticas, dimensão e localização geográfica do arquipélago, que lhe conferem um posicionamento privilegiado no que diz respeito às suas enormes potencialidades para um turismo ligado ao mar”, frisou.
Neste sentido, salientou que “hoje, mais do que nunca e movidos pelo dinamismo sem precedentes que o turismo açoriano vive, o Faial é, sem dúvida, uma ilha cada vez mais virada para o mar, assumindo de uma forma reforçada a sua vocação para o turismo náutico e costeiro”, sustentou, acrescentando ainda que, também por via da história, a Horta se tornou “mundialmente conhecida nos circuitos internacionais como ponto de referência obrigatório do iatismo no Atlântico Norte”.
A finalizar a diretora regional felicitou a Câmara Municipal da Horta pela adesão a este projeto ECOTUR e à Rede Europeia das Cidades Odyssea, bem como pela distinção da Horta com o selo ‘Cidade Odyssea’, considerando que se trata de “iniciativas que, do ponto de vista da sustentabilidade, da valorização e da promoção turísticas, irão certamente contribuir, simultaneamente, para o desenvolvimento económico da ilha do Faial e para aumentar a visibilidade internacional da Horta como destino de turismo costeiro e marítimo”, disse.
Este projeto arrancou em novembro de 2016 e prevê-se que entre em funcionamento já no início de 2019. 

 

Roteiro Náutico do Faial

Nesta conferência Luís Botelho, Vice-presidente teve a seu cargo a apresentação do Roteiro Náutico do Faial. 

À Comunicação Social explicou que o Roteiro Náutico é uma das ferramentas fundamentais desta aplicação que “consubstancia informação sobre escala, natureza, escala cultura, escala náutica e a escala sabores”.
Segundo Botelho, “esta aplicação permite ouvir paisagens narradas, quer de terra, quer de mar”, resultado de “um trabalho de circum-navegação à volta da ilha, identificando todos aqueles que seriam os pontos importantes de divulgação, desde o Forte da Calheta, na zona do Monte Queimado, a Baia das Caldeirinhas, a Ponta Furada, o Morro de Castelo Branco o Vulcão dos Capelinhos, as escarpas dos Cedros, o Porto Baleeiro no Salão. Na Ribeirinha a referência aos fornos de telha existentes no local e que foram recuperados, em Pedro Miguel os aspetos geológicos que contemplam aquela costa, a Praia do Almoxarife, ou seja, demos a volta à ilha por barco e em cada local definimos algumas das peças mais importantes desses lugares”, disse.
O vice-presidente registou ainda que esta aplicação permite não só conhecer a ilha do mar para a terra, mas também permite “dar a conhecer as empresas e as mais valias existentes em terra”.
“Quando falamos do Morro, falamos do queijo, quando falamos dos Cedros também podemos falar das mesmas características e assim longo de toda a ilha”, esclareceu. 

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