Solidariedade – MultiOpticas/Faial apoia lar de acolhimento da Casa da Infância de Santo António

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A MultiOpticas através do seu franquiado do Faial, procedeu à remodelação de três quartos e ofereceu material informático ao lar de acolhimento da Casa de Infância de Santo António (CISA).

A iniciativa contou com a participação do atleta paralímpico Jorge Pina e do modelo Ricardo Guedes e insere-se nas ações de responsabilidade social levadas a cabo pela empresa.

O lar de acolhimento da CISA, que alberga atualmente cerca de uma dezena de jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos, recebeu na passada sexta-feira, um apoio da MultiOpticas, numa ação de solidariedade que partiu do seu franquiado da ilha do Faial Paulo Matos.
A ação contemplou a remodelação de três quartos, a oferta de material informático para o centro de estudo e ainda rastreios visuais às utentes do lar de acolhimento.
Para Paulo Matos esta é uma maneira de agradecer aos faialenses a forma “acolhedora” com que ele e a MultiOpticas foram recebidos na ilha.
“Passaram-se quase dois anos desde o dia em que abrimos a primeira loja MultiOpticas na ilha do Faial”, disse o franquiado salientando, que olhando agora para trás, tem a certeza que ter investido neste seu “sonho” de se “aproximar de casa de contribuir para a economia do Triângulo foi sem dúvida a melhor opção”.
Enquanto franquiado da empresa GrandVision, cuja responsabilidade social é uma preocupação, o empresário confessou ter “facilmente percebido” que esta iniciativa “seria a melhor forma de retribuir a confiança não só nesta marca como na minha pessoa até então depositaram”, reforçou.
Paulo Matos sente-se um privilegiado por poder ajudar esta instituição a melhorar as condições de habitabilidade das suas utentes.
“Quem como eu teve o privilégio de conhecer um pouquinho mais desta instituição, facilmente entenderá as motivações que nos trouxeram até aqui, bem como o quanto nos sentimos privilegiados, porque nos foi dada esta oportunidade de contribuir para que as acomodações das crianças e adolescentes que aqui vivem se tenham tornado um pouco mais acolhedoras”, referiu.
No entender do franquiado é impossível ficar indiferente “às histórias de vida de quem cedo descobriu o sabor amargo das fragilidades de uma sociedade em constante evolução onde as desigualdades tendem a acentuar-se a cada dia que passa”.
Neste contexto, agradeceu ao master franchising da empresa que possibilitou o apoio a esta “instituição de enorme relevância tanto no contexto local como regional”, observou, registando ainda que “este não foi apenas mais um projeto Multiopticas, mas sim um projeto que apesar de impulsionado por esta grande família acabou por conseguir unir sinergias consensos vontades e com isso firmar parcerias com outras empresas que se vieram a revelar fundamentais”, na concretização do objetivo final, concluiu.
Também Rui Borges, CEO da GrandVision Portugal que detém a MultiOpticas se mostrou satisfeito com a iniciativa do seu franquiado.
O CEO da GrandVision afirmou ser para si uma “honra” poder estar associado a esta ação de solidariedade, dando a conhecer que esta é terceira ação deste tipo que a MultiOpticas promove na Região que conta já com seis lojas nos Açores.
Rui Borges, defendeu que as organizações, as empresas “têm também o dever” de retribuir às comunidades onde se inserem, “onde estão os seus clientes, onde fazem o seu negócio”, disse, lembrando a este respeito que “a Grand Vision através da marca Multi-Opticas investe desde há cerca de 10 anos num programa de responsabilidade social através da promoção de várias ações”, sobretudo destinadas às crianças, por entender que desta forma está a investir “no futuro e a melhorar a vida daqueles que vêm a seguir”.
“Se nós podermos investir algo de nós naquilo que são as crianças os jovens estamos com certeza a preparar uma sociedade melhor, mais igualitária”, reforçou o CEO.
Rui Borges, destacou ainda as parcerias efetuadas no âmbito desta iniciativa, defendo que é “difícil fazemos tudo sozinhos, cada vez mais trabalhamos em equipa e com parceiros, aquilo que fizemos aqui, graças ao Paulo, existem também várias instituições que participaram”, disse.
Por sua vez, Sandro Jorge, Vice-Presidente da CISA, manifestou o seu “regozijo pelo gesto, pela obra, pela intervenção, pelo investimento” e sobretudo “pela confiança que a MultiOpticas depositou na instituição”.
O responsável pela Instituição salientou que a altura não podia ter sido a melhor, lembrando que a CISA se encontra a celebrar 160 anos de existência. “Não há muitas obras sociais na Região, como a nossa que tem um percurso em termos de obra social de uma forma consolidada e naquilo que contribui para o desenvolvimento da comunidade, não só do Faial, mas também na comunidade açoriana”, referiu.
Sandro Jorge salientou que cabe agora às jovens que frequentam o lar de acolhimento, cuidar deste espaço, e desafiou-as a pegar neste exemplo de solidariedade e a aplicá-lo e a “multiplicá-lo” na sua vida futura”. 

Jorge Pina um exemplo de vida

Esta iniciativa incluiu ainda uma palestra com o atleta paralímpico Jorge Pina, que partilhou com os presentes um pouco da sua história de vida.
Antigo campeão nacional de boxe, nasceu em Portimão em 1976, num bairro social, no seio de uma família com problemas. “Cedo me tornei num jovem delinquente. Tive várias experiências com álcool e drogas”, confessou.
Encontrou a sua “salvação” no desporto. Foi durante muitos anos atleta de boxe, tornou-se uma referência do pugilismo nacional, conquistando diversos títulos, nomeadamente o de campeão nacional ao serviço do Sporting.
“Eu era um jovem sonhador e para fugir à parte negra do bairro, queria ser campeão do mundo de boxe”, contou. Foi atrás desse sonho que em 2004 lhe aconteceu “uma fatalidade ou uma sorte”, como referiu, que lhe tirou a visão, mas que, no fundo, lhe deu uma outra maneira de olhar o mundo.
Jorge Pina não baixou os braços e mais uma vez no desporto, nomeadamente no Atletismo encontrou a solução para a sua vida.
Atualmente, a par do desporto, o maratonista dedica-se a ajudar aqueles que como ele têm problemas de integração. Para além da associação com o seu nome e de projetos como o Music Boxe, que combina boxe, dança e música, Jorge Pina criou a primeira Escola de Desporto Adaptado em Portugal, para pessoas com deficiência.
Hoje, Jorge Pina considera-se uma pessoa feliz e tudo o que quer na vida “é que as pessoas também sejam felizes, e tenham sucesso na vida”.
Dirigindo-se às jovens que frequentam o lar de acolhimento da CISA salientou “que se eu consegui transformar a minha vida, vocês também conseguem mudar a vossa e pode ser por aqui, por este espaço que vocês podem começar a dar os primeiros passos, a querer ser melhores que vocês mesmo, a fazer melhor amanhã do que fizeram hoje”, disse. 

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