O novo coronavírus (2019-nCoV), que surgiu em dezembro passado em Wuhan, capital da provincia de Hubei, já provocou 426 mortos e infetou mais de 20.400 pessoas.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na passada quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.
Na China, o hospital construído no tempo recorde de 10 dias em Wuhan, a cidade onde surgiu o novo coronavírus, recebeu esta terça-feira os primeiros pacientes, informou a imprensa estatal chinesa.
Cinquenta pacientes foram internados no hospital de 34.000 metros quadrados, equipado com tecnologia 5G, anunciou a agência Xinhua.
Desde 24 de janeiro, a China transmitiu quase ao vivo a construção do hospital improvisado, filmada permanentemente pelas câmaras de televisão que exibiam o trabalho de milhares de operários, com o auxílio de guindastes e escavadoras.
Os portugueses que estavam na cidade chinesa já regressaram a Portugal.
No avião de transporte C-130 da Força Aérea Portuguesa, as pessoas que decidiram sair de Wuhan, epicentro do contágio do coronavírus, foram acompanhadas por oito tripulantes e oito profissionais de saúde, incluindo uma equipa de sanidade internacional.
Os 20 cidadãos repatriados, 18 portugueses e dois brasileiros, foram instalados em instituições dedicadas para o efeito no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte) e no Parque da Saúde de Lisboa, onde irão permanecer em isolamento profilático durante 14 dias.
A conferência de imprensa foi organizada para esclarecimentos, depois de se saber que os testes laboratoriais realizados pelo INSA [Instituto Ricardo Jorge] deram negativos quanto à potencial existência do coronavírus nos cidadãos repatriados.

















