A diminuição do número de visitantes provenientes da China continental é ainda mais expressiva: quase 80% menos que no ano anterior.
No ano passado, mais de 1,2 milhões de pessoas visitaram o território por ocasião das celebrações do início do ano do porco, percorrendo e sobrelotando as ruas do centro histórico de Macau, agora praticamente vazias e com comerciantes a chamarem ‘em vão’ os turistas para que estes comprem os famosos pastéis de nata, entre outros produtos.
O Governo de Macau anunciou o prolongamento até sexta-feira dos feriados do ano novo chinês para a função pública, medida que foi adotada por várias empresas privadas, para diminuir o risco de contágio do novo coronavírus chinês, um dia depois de ter sido registado no território o sétimo caso importado de infeção.
A reabertura das escolas, de espaços culturais e desportivos, que já estavam encerradas desde a semana passada, foi adiada por tempo indeterminado.
Duas das ligações marítimas entre Macau e Hong Kong estão suspensas a partir de hoje e as restantes vão sofrer uma redução no número de viagens, também por tempo indeterminado.
O número de infeções pelo novo coronavírus na China excedeu o da epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) no país entre 2002 e 2003, que matou 774 pessoas em todo o mundo, segundo dados oficiais hoje divulgados.
As autoridades de saúde chinesas anunciaram 5.974 casos confirmados de contaminação na China continental, mais 1.400 em relação a terça-feira, e elevaram o número de mortes para 132.
O vírus da SARS tinha infetado 5.327 pessoas no país e causado a morte a 774 pessoas em todo o mundo, dos quais 648 na China, incluindo Hong Kong.
Além do território continental da China, de França e Alemanha, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália e Canadá.
O novo coronavírus provocou a morte a mais 25 pessoas na província de Hubei, na China, aumentando para 132 o número de mortos no país devido ao surto que começou na cidade de Wuhan.
Vários países já começaram o repatriamento de cidadãos de Wuhan, cidade que foi colocada sob quarentena, na semana passada, com saídas e entradas interditadas pelas autoridades durante um período indefinido, situação que afeta 56 milhões de pessoas.
As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.
As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.
Os sintomas associados à infeção são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

















