CORVINO QUE SE DISTINGUIU – RAFAEL FRANCISCO MENDONÇA DO NASCIMENTO (1954-….) Empregado bancário qualificado e solicitador

0
22

Nasceu na freguesia e vila do Corvo em 24 de Outubro de 1954, filho de Francisco Jorge do Nascimento e de Maria Cândida Mendonça do Nascimento, ele agricultor e ela doméstica, que hoje vivem nos proximidades de Lisboa, junto da filha Maria do Rosário.  

Na escola da sua terra natal, tendo como professor o corvino Alfredo Lopes, concluiu, em 1966, o Ensino Primário, com excelente aproveitamento. Por esse motivo, nesse ano fez o exame de admissão ao Ensino Secundário no Externato da Imaculada Conceição, em Santa Cruz das Flores.   

Também nesse ano ingressou no Seminário Colégio Senhor Santo Cristo, da cidade de Ponta Delgada, onde estudou até ao 5.º Ano. Seguidamente transitou para o Seminário de Angra do Heroísmo, onde estudou no ano lectivo de 1972/73. Por motivos diversos, entre os quais por não se sentir vocacionado a seguir o sacerdócio, passou a estudar no Liceu Nacional da Horta, onde, nos anos lectivos de 1973/74 e de 1974/1975, concluiu os antigos 6.º e 7.º Anos do Ensino Complementar dos Liceus.

Entre Novembro de 1975 e Novembro de 1976 leccionou na antiga Escola Técnica da Horta, que acabou por ser integrada no Ensino Secundário do respectivo Liceu, face às reformas introduzidas no sistema de Ensino do País, depois do Golpe de Estado do “25 de Abril de 1974”. 

Regressado ao Corvo, no início de 1976 empregou-se como Ajudante de Tesoureiro na Tesouraria da Fazenda Pública da ilha, sob a direcção do florentino Luís Vieira Gomes, que fora ali colocado em comissão de serviço, onde foi substituir o corvino Carlos Lourenço Jorge, que havia falecido naquelas funções, inesperadamente. Em Março desse ano, terminada aquela comissão, Rafael do Nascimento, apesar da sua pouca experiência nesse serviço, assumiu a chefia da referida Tesouraria e ali permaneceu até 31 de Maio de 1978. 

Como havia concorrido para funcionário do Banco Micaelense, em 9 de Junho de 1978 ingressou nessa instituição bancária, na respectiva sede, na cidade de Ponta Delgada. Nela tem-se realizado profissionalmente, a qual, depois de ter passado por diversas designações, entre as quais a de BCA – Banco Comercial dos Açores, agora denomina-se BANIF. Passados cerca de 32 anos, tem assumido grande diversidade de serviços, pelo que é presentemente um bancário qualificado dentro daquela instituição financeira.  

Sempre na ânsia de aumentar os seus conhecimentos e a sua capacidade produtiva, durante cerca de três anos, entre 2001 e 2003, foi a Lisboa periodicamente frequentar o curso de Solicitador. Feito o respectivo exame na Câmara dos Solicitadores, passou a possuir a respectiva carteira profissional. Assim, a partir dessa ocasião, em horário “pós-laboral”, começou a exercer essa actividade, a qual representa mais um enriquecimento da sua actividade profissional, que lhe garante um complemento remuneratório importante para a sua vida económica e financeira. 

Entretanto, em 25 de Novembro de 1978 casara, na cidade de Ponta Delgada, com Maria Paula Nascimento Gouveia, de cujo casamento nasceram os seguintes filhos: Maria Elisa Gouveia do Nascimento, licenciada em Comunicação e Relações Públicas, e que trabalha nos escritórios da SATA, na cidade de Ponta Delgada; e João Francisco Gouveia Nascimento, que frequenta a Universidade da Covilhã, onde frequenta o curso de Medicina.  

Fora das suas actividades profissionais, Rafael Nascimento quase sempre esteve activo e ligado a actividade sociais e políticas, sobretudo, durante os períodos em que os estudos ou a vida profissional não abrangiam nem abrangem todo o seu tempo disponível. 

Assim, depois da democracia instituída pelo citado Golpe de Estado do “25 de Abril de 1974”, foi um dos fundadores da JSD – Juventude Social Democrata, na ilha do Faial, onde, para além de ajudar a difundir as ideologias dessa instituição da juventude, ajudou a implantar o PPD/PSD nalgumas das ilhas do antigo Distrito da Horta. Deste modo, fez parte dos primeiros órgãos directivos da JSD no Faial. 

Na ilha do Corvo, para além de ter prestado diversa colaboração ao referido partido, colaborou activamente nos primeiros órgão directivos dos Baldios quando estes foram legalmente devolvidos à posse dos lavradores corvinos, depois de instituída a democracia. 

Durante cerca de sete anos fez parte da Direcção do grupo desportivo dos empregados do Banco onde trabalha, grupo esse que praticava várias modalidades da especialidade e de interesse social e cultural. 

   Ultimamente, em 2002 ou 2003, entrou para sócio da Associação de Amigos da Ilha das Flores, tendo sido já eleito para dois mandatos na respectiva Direcção: no primeiro foi Vogal e no segundo Tesoureiro. Nela colabora em diversas tarefas, esforçando-se para que a ilha do Corvo também integre e beneficie dos seus serviços. 

De feitio simples e comunicativo, faz amigos facilmente. Deste modo, é prestável para quem carece dos seus serviços ou da sua ajuda e competente nos serviços que tem a seu cargo.     

 

Fonte: Elementos curriculares fornecidos pelo próprio, telefonicamente, em 23-6-2010, os quais nessa data ficam arquivados nos nossos documentos; Trigueiro, José Arlindo Armas “Histórias e Gentes da Ilha do Corvo”, 2011, pp. 236 e 237 , ed. da Câmara Municipal do Corvo.

 

 

 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO