Opinando objectivamente – TÓPICOS 1-Semana 2-Candidaturas 3-Burocracia 4-Vinhos

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 1Com dois palcos únicos, a Semana do Mar é acontecimento grande no Faial, e não só:

– Cidade presépio, sem igual nos Açores;

– Baia da Horta, das mais belas do mundo, assim considerada internacionalmente.

São, na verdade, dádivas de Deus criador à minha Ilha.

Aliás salientadas por Victor Dores, com palavras que o ilustrado graciosense que, já é faialense, sabe dizer.

Seriam mesmo indiscutíveis predicados para abrir notícia televisiva sobre a Festa anual faialense, a pedir meças a quantas, e muitas são, as que se realizam do Corvo a Santa Maria, por esta altura do ano.

Naturalmente em outro nível dos acostumados tablados da Avenida marginal e do Largo do Infante, indispensáveis para animar as diversões nocturnas, nunca, porém, para anunciar abertura oficial, se assim se poderá chamar o que, pela televisão, vimos e ouvimos no primeiro domingo de Agosto.

Vivendo a pouca mais de meia centena de milhas marítimas, tenho de me contentar com o que leio na imprensa e vejo pela RTP-A para ficar, quanto possível, ao par do que se passa na Cidade e no Canal em tempo de Semana do Mar.

Gostei de voltar a ver o Canal coalhado de velas de uma centena de embarcações, quiçá no mais grandioso festival náutico em Portugal.

Uma pena me ficou: Não ter apreciado as regatas das canoas baleeiras e de só ter visto uma amostra da chamarrlta, porventura cartaz no evento faialense.

E mais um ano passou que de Nossa Senhora da Guia apenas vi a cerimónia no areal de Porto-Pim e o início da procissão no Cais de Santa Cruz, ficando mais uma vez sem saber da dimensão do cortejo marítimo que deveria ser digno de cobertura televisiva em directo, pelo menos a partir do redondo da Doca.

Duma forma ou doutra, trata-se duma presença que prestigia a Semana do Mar.

 

2 Após quase quatro décadas de Autonomia dos Arquipélagos portugueses, para a maioria dos jornalistas continentais, senão a totalidade, Regiões insulares e Distritos são a mesma coisa.

Ainda recentemente num programa da TVI sobre as candidaturas autarcas nos distritos do Minho ao Algarve, Judite de Sousa meteu no mesmo saco nacional as Regiões dos Açores e da Madeira que, como deveria saber, são politicamente falando diferentes, merecendo até referência separada, isto é, cada macaco no seu galho.

Mas nem foi só por aqui que o gato foi às filhóses.

Ainda quanto aos Açores só incluiu Ponta Delgada, devendo saber também que nas Ilhas deixou de haver distritos e consequentemente as respectivas capitais.

E se naquela cidade está sedeado o Governo regional, a Horta é sede da Região Autónoma dos Açores, e em Angra do Heroísmo reside oficialmente o Representante do Presidente da República.

Além do mais, tratou-se duma grosseira falta de consideração para as candidaturas nas outras duas ex-capitais de Distrito.

 

3 Burocracia é tema de tópico que volto a repetir, já que nunca é de mais  bater em tecla que até muita coisa abrange. Desta feita relacionada com “obtenção de autorizações diversas que vão do simples licenciamento de obras ao conjunto de procedimentos para as festas e as touradas”, como propõe a coligação “Por Angra” (PSD e CDS) à Câmara e à Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo.

Na verdade, um assunto que interessa a todos os açorianos, incluindo naturalmente os das ilhas do Triângulo, pois tanto em São Jorge, como no Pico já há touradas, conquanto sem comparação com as da Terceira.

Só no Faial é que a coisa não pegou, apesar da tentativa feita no século passado na caldeira de São Lourenço, em que no desembarque no cais de Santa Cruz um toiro fugiu, passeando-se pelas ruas da baixa citadina, e tamanho foi a confusão e alarido provocados, que até terá corrido parelhas com a célebre largada de toiros na cidade espanhola de Pamplona.

Todavia, a tourada realizou-se, mas sem olés.

 

4  É demasiada conhecida a fama que o verdelho do Pico teve na Rússia e a preferência de que gozou dos Czares.

Aliás, tal facto nunca é esquecido, vindo sempre à baila, quando hoje se fala no famoso vinho produzido na vizinha ilha.

Pois agora lemos a agradável notícia de que o vinho picoense ‘‘Curral Atlântis” (branco e licoroso) acaba de chegar ao Japão.

E segundo declaração à “Lusa”, o respectivo gerente Marco Faria espera que novas encomendas sejam proximamente feitas.

 

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