Covid-19: Maior produtor nacional de sofás e colchões coloca trabalhadores em férias

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O Grupo Aquinos, sediado em Tábua, no distrito de Coimbra, um dos cinco maiores produtores mundiais de sofás e colchões, mandou de férias os trabalhadores das fábricas em Portugal devido à pandemia de Covid-19.
Em mensagem dirigida aos seus funcionários [3.200 em Portugal], a que a agência Lusa teve acesso, a administração refere que, “após análise ponderada, decidiu-se, para segurança de todos”, promover-se “o gozo de férias nos dias 17, 18, 19 e 20 de março 2020 a todos os colaboradores”.

“Estamos certos ser a melhor solução neste momento crítico e instável que o nosso país e mundo atravessa. No decorrer dos próximos dias daremos mais informações sobre as próximas semanas”, acrescenta a comunicação.

Desta medida ficam excluídos os colaboradores com filhos menores de 12 anos, cujas escolas encerraram e que já se encontram em casa.

“Sabemos que o gozo de férias antes de 1 de abril deverá ser consentido por acordo, pelo que se algum colaborador não concordar com esta medida deverá manifestar via telefónica ou através de ‘e-mail’ para os recursos humanos”, salienta a mensagem dirigida aos trabalhadores.

“À data, felizmente, não existe nenhum caso suspeito de ter contraído Covid-19, com o contributo de cada um de nós com medidas preventivas no local de trabalho e em casa, e assim esperamos continuar”.

O Grupo Aquinos, que em janeiro adquiriu a cadeia de lojas Gato preto, possui unidades de produção em Tábua, Carregal do Sal e Nelas, duas em França [uma delas há vários anos] e uma na Polónia, e escritórios no Brasil, São Paulo, e em Shenzhen e Hong Kong (China).

Em 2019, faturou mais de 300 milhões de euros na venda de sofás e colchões para quase 40 países de todo o mundo, com maior incidência na Europa.

Emprega atualmente 4.000 pessoas, das quais 3.200 em Portugal e 800 nas unidades de França e Polónia e nos escritórios espalhados pelo resto do mundo.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 189 mil pessoas, das quais mais de 7.800 morreram.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou na terça-feira o número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI)

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