Covid-19: Primeiro-ministro anuncia linha de crédito de 100 milhões de euros a empresas

0
18
DR
O primeiro-ministro anunciou hoje o lançamento de uma linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. António Costa disse também que serão divulgadas novas estimativas de crescimento para 2020 e anos seguintes até ao dia 15 de abril, que já refletirão o risco do impacto negativo da epidemia.No debate quinzenal no parlamento, António Costa dedicou a sua intervenção inicial à epidemia de Covid 19, ressalvando que “o impacto económico para as empresas portuguesas tem sido moderado ou reduzido”.

“Não se esperam quebras significativas nas cadeias de fornecimento de componentes, até porque a China está já a retomar a sua atividade industrial. Apenas no setor do turismo, viagens e eventos, tem havido uma quebra de procura e alguns cancelamentos, cujo impacto verdadeiramente dependerá da duração e da gravidade do surto epidémico”, afirmou o chefe de Governo.

O primeiro-ministro salientou que o Governo continuará “monitorizar a situação e, se necessário”, estará “em condições de lançar uma linha de crédito para apoio de tesouraria às empresas no valor inicial de 100 milhões de Euros”.

“Em Portugal, divulgaremos até 15 de abril as novas estimativas de crescimento para 2020 e anos seguintes, e não deixaremos de refletir este risco na projeção a apresentar”, disse também António Costa.

O chefe do executivo ressalvou, contudo, “que a economia portuguesa foi a que melhor resistiu à desaceleração económica de 2019, tendo mesmo sido a economia cujo crescimento mais acelerou na parte final do ano”, o que permite ao Governo, disse, “encarar a situação atual com serenidade”.

“Estamos conscientes do impacto negativo que a epidemia em curso poderá também vir a ter no comportamento da economia mundial, em particular no setor do turismo”, afirmou.

Costa referiu-se à reunião de hoje do Eurogrupo, que decorreu por teleconferência, para acompanhar os desenvolvimentos económicos e financeiros na sequência da epidemia do novo coronavírus, frisando a “disponibilidade para utilizar toda a flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento no sentido de haver uma resposta coordenada”.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO