Cuidados Continuados – BE acusa PS de falta de transparência ao impedir audição de Paulo Margato

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DR/BE

O Bloco de Esquerda demarca-se da decisão da comissão de inquérito à rede de cuidados continuados de impedir o público e os jornalistas de assistirem à audição do médico Paulo Margato que decorreu em Ponta Delgada na passada semana.

O BE acusa o PS – o único partido a suportar esta decisão – de falta de transparência.

O PS sustentou a sua decisão com base numa suposta defesa do segredo de justiça. Basta olhar para o que acontece na Assembleia da República para perceber que a existência de matérias sob investigação do Ministério Público nunca impediu que as audições das comissões de inquérito fossem abertas ao público e à comunicação social.

O que acontece na Assembleia da República é que os depoentes têm o direito, em sua defesa, de se recusar a responder a determinadas perguntas, invocando o facto de estarem a decorrer nos tribunais processos criminais relacionados com a matéria em causa.

Não estando em causa atos processuais, e tendo o próprio depoente manifestado disponibilidade para que as suas declarações fossem públicas, o Bloco de Esquerda só pode concluir que é o próprio PS que tem interesse em esconder o conteúdo desta reunião da Comissão de Inquérito.

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