Há muito que a política deixou de ser apenas o confronto entre diferentes ideias. Em demasiadas ocasiões, transformou-se numa disputa entre pessoas, onde o ruído se sobrepõe aos argumentos e o protagonismo vale mais do que o serviço à comunidade.
Em vez de procurarmos as melhores soluções para os problemas das nossas comunidades, gastamos demasiada energia a decidir de que lado elas vêm. Como se uma boa ideia deixasse de o ser apenas porque foi apresentada por alguém que pensa diferente.
Nos Açores, onde todos nos conhecemos e onde o percurso de cada um é facilmente escrutinado, esta realidade torna-se ainda mais evidente. Talvez por isso devêssemos ser ainda mais exigentes connosco próprios. Mais capazes de ouvir. Mais disponíveis para reconhecer mérito. Mais humildes.
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