Cultura – Instituto Açoriano de Cultura lança o livro “As Ruas Demoradas, Poesia Reunida”, de Mário Machado Frayão

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Na Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, no âmbito do Outono Vivo, Victor Rui Dores apresenta, amanhã, o livro de Mário Machado Fraião, As Ruas Demoradas. Poesia Reunida.
Editada pelo Instituto Açoriano de Cultura, esta obra, que constitui o segundo volume da coleção Poesia, recolhe não só os livros publicados em vida por este autor faialense, como o livro póstumo Antes que o Sol Acabasse, num trabalho de recolha e edição de Victor Rui Dores, que explicita as linhas de força da poética de Mário Machado Fraião.
Através desta coleção pretende-se resgatar a obra poética de uma plêiade de autores açorianos, cuja obra há muito se encontra esgotada e que caíram no esquecimento, dando-os a conhecer aos leitores de agora, quer na Região, quer entre os falantes da nossa língua.
Mário Machado Fraião foi um poeta discreto, que publicou, entre 1980 e 1995, sete livros que constituem todo um programa poético, onde, além da memória recriada e transfigurada das ilhas, é notória uma voz particularmente atenta às perdas, à passagem do tempo, à presença dos pequenos lugares ou dos pequenos espaços e da música e imagens que neles acontecem: Todas as Filarmónicas Perdidas e um Poema por Dizer (1980); As Cordas e os Metais, o Sabor da Paisagem (1985); Enquanto o Mar se Renova (1987); Os Navios no Horizonte (1988); As Ruas Demoradas (1989); Poemas do Mar Atlântico (1991); Os Barcos Levam Nomes de Mulheres (1995).
Envolvendo cafés, bares e esplanadas, ou um mar tantas vezes presente, a poesia cosmopolita de Mário Machado Fraião leva-nos do Faial a Lisboa, ou ao Alentejo, à Galiza, aos EUA e a muitos outros lugares, numa linguagem límpida e vibrante, cuja dinâmica visual a torna pictórica e plasticamente muito bela.
Mário Machado Fraião nasceu na Horta, em 30 de maio de 1952, e faleceu em Lisboa, a 8 de novembro de 2010. Viveu grande parte da sua vida nesta cidade, onde se formou em História. No domínio da investigação histórica, destaque-se a sua tese de mestrado Lisboa e as Notícias da Guerra. Com colaboração dispersa por várias publicações e suplementos literários, particularmente na imprensa dos Açores, cultivou a poesia e a crónica.

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