Dados do POPA – Revista NATURE publica estudo pioneiro nos Açores sobre tartarugas marinhas

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Um estudo recente elaborado pela equipa do projeto COSTA (Consoli-dating Sea Turtles Conservation in the Azores) revelou que a abundância de tartarugas marinhas juvenis dos Açores acompanha o mesmo padrão do número de ninhos produzidos nas principais praias de desova da costa da Flórida, localizadas a aprox. 5000 km de distância.
De acordo com um press release enviado às redações por Miguel Chancerelle de Machete, Coorde-nador do POPA, programa desenvolvido pelo IMAR – Instituto do Mar Departamento de Oceanografia e Pescas, Universidade dos Açores “esta nova descoberta, publicada recentemente no Scientific Reports da conceituada revista NATURE, proporciona novas ideias sobre a ecologia populacional destes animais carismáticos, com implicações importantes para a sua conservação”.


Segundo a mesma fonte, o estudo baseia-se numa análise de 15 anos de dados sobre avistamentos de tartarugas juvenis oceânicas, recolhidos por observadores do programa POPA na Região, e apresenta-se como o “primeiro estudo a fornecer evidências empíricas sobre como o recrutamento de juvenis é controlado pela atividade de nidificação, ao invés de ser determinado pela casualidade dos efeitos climáticos, como tem sido declarado pela comunidade cientifica”.
Para o coordenador “esta nova descoberta é fundamental, pois pode servir de base aos novos planos de conservação desta espécie sensível”, ao mesmo tempo que o estudo “fornece um novo e promissor caminho para a monitorização destas populações”, que atualmente, se encontra “limitada à contagem de ninhos e de fêmeas desovantes nas praias”.
“Devido ao ciclo de vida complexo e à maturidade tardia, entre 36 e 42 anos, os métodos anteriormente utilizados podem não permitir uma resposta rápida a impactos no início do ciclo de vida. A metodologia baseada no uso de observadores de pesca pode, assim, funcionar como um ‘sistema de alerta precoce’ muito importante para proteger as próximas gerações destes animais fascinantes”, observa Miguel Chancerelle de Machete no documento.