Deixa-me rir… esta história não é tua

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A música de Jorge Palma amplamente conhecida poderia servir de banda sonora se essa história não fosse realmente nossa.
Mas é e diz respeito a todos os açorianos! E efetivamente, rir pode não ser o melhor remédio, perante algumas situações que se têm vindo a desenrolar, mas que ora roçam o cómico… ora roçam o trágico. Ora vejamos!
Na sequência das eleições regionais, no passado dia 7 de novembro, Pedro Catarino, representante da República no arquipélago, indigitou José Manuel Bolieiro presidente do Governo Regional dos Açores. Contudo, esta situação deixou o Partido Socialista, um tanto ou quanto arreliado, pois as sucessivas eleições com maioria absoluta, levou-os a supor, possivelmente, com base numas sondagens insondáveis, que assim continuaria por mais quatro anos. Mas o eleitorado assim não quis e a surpresa manifestou-se.
E com uma atitude que poderá ser entendida como de mau perdedor, Vasco Cordeiro apontou cinco pecados originais no início desta XII Legislatura Regional dos Açores.
Duma forma muito resumida o primeiro foi direcionado a Pedro Catarino que foi criticado pela sua decisão que constituiu, nas palavras de Vasco Cordeiro “um claro e inquestionável atropelo às competências do parlamento dos Açores” e que, referindo-se a 2015 frisou a sua posição “quem ganha as eleições é quem deve governar”, esquecendo-se que tal não aconteceu e que a “geringonça” foi a reposta dada pelo Partido Socialista na altura.
No segundo pecado afirma que “há Lisboa a mais e Açores a menos nesta situação” acusando a instrumentalização dos Açores a favor de protagonismos pessoais que nada têm a ver com a nossa Região. Compreendo. De César o que é de César!
O terceiro pecado apontado foi a falta de transparência, sobre os acordos realizados, mas ao mesmo tempo, com total falta de humildade, questiona se acordaram mesmo alguma coisa, para além de retirar o PS do Governo.
O quarto pecado prende-se com a suposta fragilidade da solução encontrada, lançando a discórdia entre a condição do CHEGA para a redução do número de deputados na Assembleia Legislativa Regional e a possível preocupação com a Iniciativa Liberal que apenas possui um representante.
E a finalizar Vasco Cordeiro refere que daqui não nascerá nada de bom, pois mais uma vez, com muita humildade refere que o que uniu o PSD, CDS, PPM, CHEGA e IL foi o ódio ao PS.
É um ponto de vista que com toda a certeza nada terá a ver com Inveja e com Vaidade, pois estas também integram os 7 Pecados Capitais.
Vendo bem, talvez a religiosidade sirva também de explicação para o elevadíssimo número de ofertas de emprego disponível na página da Bolsa de Emprego Público dos Açores.
Segundo o diretor regional da Organização e Administração Pú-blica, Vítor Santos, até ao período das eleições, tinham sido abertos 105 procedimentos concursais e depois disso abriram outros 157, que correspondem, no total, a 262 postos de trabalho. A justificação para o timing invulgar prendeu-se com a Covid-19, responsável pelos atrasos no lançamento dos concursos no início da pandemia. Contudo poderá ter efetivamente outra explicação…afinal poderá ter sido o espírito religioso e o amor ao próximo que levou à replicação da história bíblica da multiplicação dos pães… numa adaptação da multiplicação de concursos públicos.
Dá para rir, ou não!?

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