Desemprego volta a baixar nos Açores e regista a segunda maior descida do país

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Dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em janeiro mostram que o desemprego voltou a baixar nos Açores. Esta descida colocou o Arquipélago como a segunda região do país em que o desemprego mais desceu, face ao período homólogo.

No entanto, esta realidade não convence o presidente dos TSD/Açores que acusa o Governo de viver num “estado permanente de propaganda e não hesita a recorrer à meia verdade e até à mentira para tentar iludir os açorianos”.

 

“Segundo o IEFP, o desemprego nos Açores registou uma diminuição de 9,3% em janeiro, relativamente ao mesmo mês de 2019, significando que os Açores registam a segunda maior descida do país, imediatamente a seguir à região norte”, revelou Diretora Regional do Emprego e Qualificação Profissional.

De acordo com Paula Andrade, em relação a dezembro de 2019, os Açores são a única região do país em que se verifica “uma descida no desemprego”. Para a Diretora, os dados agora publicados indicam que, em janeiro, “há 6.973 desempregados, ou seja, menos 712 açorianos à procura de primeiro ou novo emprego”, refletindo, assim, a “integração contínua e sustentada de açorianos no mercado laboral”.

Paula Andrade salientou ainda que “estes dados são reveladores do esforço que o Governo dos Açores tem desenvolvido no sentido de intensificar, também, a integração no mercado de trabalho de açorianos que frequentaram medidas ocupacionais”, afirmou.

Relativamente a este assunto, no desemprego de longa duração, “assistiu-se a uma redução significativa de 18,4% em janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior”, refere a nota.

“No mesmo sentido, seguiu o número de desempregados com menos de 25 anos de idade, o que se traduz numa diminuição de 13,3% no espaço de apenas um ano”, avança a mesma fonte numa nota a que o Tribuna teve acesso.

No que diz respeito ao rácio de colocação, isto é, postos de trabalho colocados sobre postos de trabalho que deram entrada, este indicador atingiu os 88,2% em janeiro.

Para Paula Andrade, “estes resultados, em linha com os dados que têm vindo a ser conhecidos através do Instituto Nacional de Estatística (INE), evidenciam o dinamismo do mercado de trabalho e a execução das políticas ativas de emprego, demonstrando a eficácia dessas medidas que o Governo dos Açores implementou”, registou.

Para o Presidente dos TSD/Açores a realidade é muito diferente da “propaganda” que o Governo faz em relação a este assunto.

Joaquim Machado, acusa mesmo o Governo Regional de viver num “estado permanente de propaganda” e de “recorrer à meia verdade e até à mentira para tentar iludir os açorianos”, afirmou o presidente dos TSD/Açores, num comunicado enviado às redações.

Para o dirigente social-democrata, “quanto mais insucessos se verificam nas políticas de promoção do emprego e de combate ao desemprego e à precariedade, mais notas informativas o Governo Regional emite para confundir os açorianos”, considerando a este respeito que “é hora de dizer basta a esta despudorada manobra de propaganda, que pode iludir muitos açorianos, mas que em nada altera a dura realidade nas nossas ilhas”.

“E a realidade é que temos a taxa mais alta de desemprego em Portugal – 7,9% contra 6,5% no país, números apurados para o ano de 2019 e que são os últimos publicados pelo Instituto Nacional de Estatística”, denuncia Joaquim Machado, sublinhando que estes dados “revelam uma outra coisa, bem mais significativa: os Açores ainda não saíram da crise”.

Segundo o líder dos TSD/Açores, “basta comparar os números atuais com os de 2010, o ano antes de o país ter ficado à beira da bancarrota com a governação de José Sócrates”.

“No país a taxa regrediu significativamente, mas nos Açores o desemprego continua muito mais alto do que aquele que se verificava em 2010 – são mais 1.600 açorianos desempregados”, registou Joaquim Machado, lembrando ainda que a “taxa de desemprego é apurada trimestralmente, segundo critérios que vigoram para todos os estados da União Europeia”, denunciando que “as notas informativas que o Governo Regional faz publicar com muita frequência, relativas ao número de desempregados inscritos nos centros de emprego, são manobras para confundir a opinião pública e não se referem efetivamente à taxa de desemprego”. 

O Social Democrata esclareceu que “segundo os dados oficiais, em 2010 a média de inscritos nos centros de emprego da Região foi 6.005 desempregados. Em 2019 as inscrições ascendem a mais de 7.227, 39,1% dos quais há mais de um ano”. Também no que toca a trabalhadores em programas ocupacionais, o dirigente sustentou que “é forçoso concluir que os Açores ainda não saíram da crise”, concluiu.

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