Diretor Regional do Desporto destaca importância da colaboração entre associações

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O Diretor Regional do Desporto salientou, na Calheta, em S. Jorge, a importância da colaboração entre as várias associações, nomeadamente da mesma modalidade, apontando como exemplo o Curso de Árbitros de Voleibol – grau 1, o nível inicial da formação de árbitros, que decorre nesta vila com a participação de 21 inscritos, oriundos de quatro ilhas dos Açores.

Para António Gomes, este curso “é um exemplo de colaboração e coordenação de esforços entre as diferentes associações da modalidade, numa perspetiva de partilha e rentabilização de recursos”, acrescentando que “é uma demonstração de que, quando as associações são colaborantes e partilham a mesma visão de desenvolvimento, as suas modalidades são mais fortes”.

O curso, organizado pela Associação de Desporto de São Jorge, está enquadrado no Plano de Formação Regional de Agentes Desportivos não Praticantes, elaborado em conjunto por todas as associações de voleibol ou de desportos com prática da modalidade da Região e conta com o apoio do Governo dos Açores, através da Direção Regional do Desporto.

O Diretor Regional frisou ainda que a formação de agentes desportivos não praticantes, que incluem árbitros/juízes, treinadores, dirigentes e outros agentes, “é um vetor decisivo no desenvolvimento desportivo regional e, como tal, merecedor de programas de apoio específico por parte da Direção Regional do Desporto, como é este caso”.

“A formação de árbitros/juízes, seja ela inicial ou contínua, deve merecer por parte de todos os intervenientes um cuidado especial, uma vez que se trata de uma função vulnerável e, por vezes, desvalorizada, sendo a sua atuação utilizada como justificação para momentos de expressão competitiva menos desejáveis”, afirmou António Gomes.

“Este cuidado especial deve ser assumido em particular pelas respetivas associações, sabendo estas que, no que diz respeito à valorização da função de árbitro/juiz, poderão contar sempre com o apoio e a colaboração do Governo dos Açores, através da Direção Regional do Desporto”, acrescentou.

Nesse sentido, salientou que o papel dos árbitros/juízes nas competições “não só é o garante do estrito e rigoroso cumprimento das regras de jogo e da validação dos resultados obtidos, mas também assegura que as competições decorrem de forma ética e pedagogicamente adequada, quando se trata da atividade formativa de crianças e jovens”.

O curso que decorre em S. Jorge refere-se à formação inicial da carreira de árbitro de voleibol, um contributo para que todos aqueles que decidirem seguir esta carreira possuam bases sólidas para uma natural progressão, que se espera de elevada qualidade, na espectativa de a Região continuar a possuir elementos de alta qualificação no contexto nacional e até internacional, como se tem verificado nesta modalidade.

O Diretor Regional recordou que, segundo os dados da ‘Demografia Federada dos Açores’, recentemente divulgados e relativos a 2018, a Região possui 1.191 árbitros/juízes, dos quais 784 (65,83%) são homens e 407 (34,17%) são mulheres, o que corresponde a uma participação feminina nesta carreira altamente favorável, quando comparado com o todo nacional, onde se verifica, de acordo com os dados oficiais disponíveis, uma participação feminina de apenas 23,20%.

“É possível afirmar-se que na Região existe um maior investimento na disponibilidade de árbitros/juízes para todas as modalidades e em todas as ilhas, fundamentado na nossa realidade arquipelágica e na existência de prática competitiva federada no arquipélago.

Esse investimento traduz-se, na prática, num rácio de 19,10 atleta por cada árbitro/juiz, enquanto no todo nacional o rácio é de 45,93 atletas por cada árbitro/juiz, afirmou António Gomes.

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