“É tempo de parar de tratar a natureza como um esgoto”

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DR/TI
DR/TI

As alterações climáticas são um problema de ordem global e tem a sua origem no efeito de estufa. Alguns gases estão naturalmente presentes na atmosfera terrestre e retêm o calor do sol impedindo-o de escapar para o espaço, o que contribui para o aquecimento global. Mas há décadas que a ciência sabe que a atividade humana está a aumentar as concentrações de gases com efeito de estufa, nomeadamente o metano e o dióxido de carbono. Nos últimos anos, à exceção de 2020, registou-se no mundo um nível recorde de emissões de dióxido de carbono, algo que especialistas chamaram de “prova irrefutável” da responsabilidade humana sobre as mudanças climáticas. Os danos provocados pelos desastres climáticos – ondas de calor, cheias, tempestades, acidificação dos oceanos e mudanças nos padrões de funcionamento dos ecossistemas marinhos – têm sérios impactos na riqueza e distribuição das espécies e têm graves consequências para os seres humanos. Estes desastres têm efeitos duradouros nas populações afetadas, sobretudo os povos e os países mais vulneráveis. O impacto dos eventos climáticos extremos, como as cheias, provoca erosão costeira, o aumento do nível médio de água do mar, coloca regiões e países, como Tuvalu,- um país formado por várias ilhas e atóis na Oceânia, sob o risco de desaparecerem. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Tuvalu, num gesto simbólico, entrou vestido dentro de água e gravou um discurso para a Cimeira de Glasgow, alertando a comunidade internacional para a situação dramática de um país a submergir.

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