Editorial

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O serviço público de transporte aéreo inter-ilhas é estruturante e fundamental para a aproximação entre as ilhas e para o desenvolvimento dos Açores. Através da Sata Air Açores, é ele que garante rapidez e continuidade na ligação diária das nossas nove ilhas. O sucesso da Tarifa Açores, decretada por este governo, é a prova disso mesmo.
Do mesmo modo, a SATA Internacional (ou Azores Airlines) desempenha um papel estratégico: ser o garante de qualidade e regularidade nas ligações da Região ao exterior, designadamente ao Continente e Madeira e às zonas de maior concentração da nossa diáspora, quando elas não existam, e, complementarmente, ser uma espécie de regulador perante a concorrência, não nos deixando entregues às leis do mercado, puras e duras.
Os desmandos de várias administrações de má memória na SATA, em conluio com o poder político, conduziram a companhia para o abismo financeiro, de tal forma que, sem alternativa, de mão estendida, lá fomos pedir apoio a Bruxelas para a urgente reestruturação e salvação da companhia.
E a receita foi a habitual: privatizar a SATA Internacional, dizem, para salvar a SATA Air Açores.

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