Não é preciso ser especialista para perceber que a operação de Verão da SATA Internacional está perigosamente ajustada à sua frota. Se não há avarias nem contratempos, a operação desenrola-se com alguma fluidez e tudo corre em geral bem. Mas, quando surgem avarias, condicionalismos atmosféricos ou de tráfego, a capacidade de resposta torna-se nalguns casos mais difícil, com atrasos e cancelamentos, que obviamente penalizam os passageiros. Por isso, muitos se interrogam, com alguma razão, se não deveria a operação de uma companhia pública como é a SATA ser pensada primeiro para aqueles a quem ela serve (recebendo, naturalmente, como é de justiça, compensação financeira pelo serviço público que realiza) e, só depois, para mercados atrativos na perspetiva do negócio, dos proventos e da otimização dos equipamentos, de forma que esta não impeça a capacidade de resposta mais ágil aos problemas que surjam na outra.
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