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Um novo manto de suspeição cobre o nosso país. Pela primeira vez, um governo cai devido a problemas com a justiça. E novamente o PS, um partido cofundador da democracia portuguesa em 25 de abril de 1974 e um dos guardiões da preservação da liberdade e do pluralismo em 25 de novembro de 1975, está envolto, através de governantes seus, em graves suspeições de corrupção e tráfico de influências. Depois do seu papel crucial em 1974 e 1975, e depois de quase três décadas de governos da sua responsabilidade, parece que a síndrome “Donos Disto Tudo” se apoderou da sua atual geração de políticos, muitos da “escola” de José Sócrates e que enxameavam o governo agora demissionário. Lamentavelmente, o PS, por via destas pessoas, está a dar um contributo negativo para o prestígio da nossa democracia. Com inteira propriedade, Rui Tavares disse que esta “não é apenas uma crise política”, é “uma crise de regime” e que ela exige “mudar a cultura de poder em Portugal”.
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