SÃO JOÃO DA CALDEIRA

0
10

Mais um ano vivido no pensamento, avivado pela leitura do “Tribuna” ou das fugidias imagens televisivas, mesmo assim deram para rever a linda Ermida no Largo Jaime Melo, com Missa na manhã do festivo Dia.
Construída pelo senhor Brum, um devoto do Santo casamenteiro e promotor da maior Festa popular da Ilha que começa (ou começava) na original capelinha de S. João Pequenino na borda da caldeira ao raiar da aurora.
A propósito, uma vez houve que, na juventude c com amigos, ali estive após termos participado, no campo de ténis do Fayal Sport em tradicional festa dançante que se prolongava muito além da meia noite.
E, com tudo previamente preparado, eis-nos a butes na estrada da Caldeira que ainda não chegava ao cume.
Há anos e por motivos diversos, o Município chamou a si a organização do São João da Caldeira, quiçá para garantir a manutenção da antiga tradição, embora enraizada na alma do povo, e antecipou até seu início para a noite da véspera, parece com agrado dos faialenses.

FORUM DE ESPERANÇA
Pela leitura de uma pormenorizada crónica da jornalista Susana Garcia fiquei ao corrente da realização no Teatro Faialense do I Fórum Internacional das Pescas dos Açores.
E também de que no dito Fórum haviam participado personalidades de diversos países da Europa e de América do Norte.
Naturalmente que não irei repetir o que li na edição de 9 de Junho no “Tribuna”, embora se trate de assunto merecedor de ser devidamente ponderado, pelo que segunda leitura não seria demais.
Até fez-nos recuar ao tempo em que se efectuavam no amplo Salão do Amor da Pátria, sempre de portas abertas aquando da realização de grandes eventos, aliás o caso da Semana das Pescas, em feliz iniciativa do então dinâmico Secretário Regional da Agricultura e Pescas, Adolfo Lima.
De recordar pois a mancheia de anos em que vinham à Horta, como agora vieram, reconhecidos cientistas ligados ao mar do que muito apreenderam mestres e pescadores que participavam em número apreciável.
Pode-se mesmo dizer que foram inesquecíveis anos em que os Açores e particularmente o Faial e as ilhas do Triângulo tiveram ocasião de estar a par do que de melhor se fazia no mundo das pescas.
E este importante Fórum trouxe a esperança de o Governo dos Açores voltar finalmente para a Horta em tudo quanto diga ao mar respeito, e onde já estão sedeadas: Secretaria Regional afim, o DOP e proximamente Escola do Mar.

ASSOCIAÇÃO do CANAL
Foi com agrado que soube da criação da Associação de Amigos do Canal, virada inicialmente para o futuro da “Espalamaca”, pelo que li no jornal angrense D.I., já que não assino os semanários picoenses, conquanto me mereçam, estima.
Naturalmente que primeiramente será um motor para que lendária lancha possa voltar a sulcar as águas do Canal imortalizado por Nemésio e as do Triângulo, ou ir à Terceira.
Mas o que mais me surpreendeu e pela positiva foi o facto de os mentores da Associação estarem na disposição de conseguir verba necessária para o motor, uma vez que o Governo açoriano não parece interessado em pô-lo, apesar dos euros já empregues na sua reconstrução, quiçá indo na birra do senhor Secretário Regional do Turismo e Transportes.
Duma forma ou doutra, a Espalamaca volta à ordem do dia, porventura até à Casa da Democracia na Horta, onde o CDS tem sido pioneiro por uma Espalamaca a navegar, aliás o principal fim da Associação do Canal.

do CAIS ao PÁTIO
Estava ainda no Faial, quando publiquei no “Correio da Horta” um pequeno escrito, sugerindo a mudança da estátua de Manuel de Arriaga do desabrigado Largo para sitio mais condizente no centro da Cidade-mar.
Adentro da franca rivalidade dos dois jornais, “O Telégrafo,” na sua diária e sempre oportuna “Maneiras de Ver”, referindo-se à dita sugestão, pela fina pena do saudoso Amigo Rogério Gonçalves, não perdeu ocasião para me sossegar, pois o 1º. Presidente da República não corria perigo de se constipar!.
Uma farpinha que recordei ao ver hoje (22 de Junho) no diário terceirense a foto do Pátio da Alfândega, onde no Dia de Portugal foi inaugurada a estátua de Vasco da Gama, navegador que aportou a Angra do Heroísmo, para sepultar o irmão Paulo, falecido em viagem da India.
Tudo bem, se não estivéssemos nas Sanjoaninas com o popular Pátio cheio de mesas, ocupadas na altura, vendo-se ao fundo uma das muitas tasquinhas que proliferam pela Cidade Património, do Bailão ao Porto Pipas.
Só que não se vê o famoso navegador, de pés no chão, quiçá em ameno convívio com gente do povo, aliás a intenção da nova moda de estátuas sem pedestal.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO