Educação – Casa de Infância de Santo António comemorou 160 anos de existência

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A Casa de Infância de Santo António (CISA) comemorou a passagem do seu 160 aniversário com uma sessão solene no Teatro Faialense que culminou com a atuação musical dos alunos da instituição.

Com a apresentação de Vasco Pernes e de Graça Moniz, que em muito contribuíram para a elevação e dinamização desta sessão solene dos 160 anos de vida da CISA, o discurso de abertura ficou a cargo do Presidente da Direção da Instituição Marco Santos que começou por lembrar o “importante papel no apoio à infância e juventude” que a instituição teve ao longo da sua história, adequando-se “às necessidades locais e mesmo regionais”.
Denominado “Asilo de Infância Desvalida” que denunciava a natureza e génese da sua criação, em 1858, no dia dos Santos Inocentes, passando pela designação de “Asylo do Infante Senhor Dom Luiz”, até à presente designação, remontando a 1970, a aprovação dos novos estatutos conferiram-lhe o nome “Casa de Infância de Santo António” (CISA).
Para Marco Santos, os 160 anos de existência permitiram criar “as atuais valências desta Casa, lar de acolhimento, creche, Jardim-de-infância e 1º ciclo do ensino básico”, apesar da instituição ter passado diversos momentos de dificuldade económica que ameaçaram a sua existência.
Segundo o Presidente da Direção da CISA “de uma gestão autónoma com fundos dependentes de particulares e de pouca intervenção do poder central” assiste-se a uma “maior intervenção do Estado, estando mais presente e interventivo”, abrindo-se mais a própria instituição à comunidade, integrando de forma ativa a rede local de apoio social como parceira.
“A Casa de Infância de Santo António pretende constituir-se como um marco fundamental para as crianças e jovens, continuando a assumir a sua importância para a construção identitária das mesmas, visando promover cidadãos não só dotados de competências ditas cognitivas e atualmente demasiado enfatizadas, mas um projeto educativo que potencie futuros adultos, proactivos, autónomos, responsáveis, conscientes de si próprios e do mundo que os rodeia, flexíveis e adaptados às necessidades de contínua mudança, criativos, comunicadores, facilitadores de uma democracia e da equidade e respeito pela dignidade humana”, enfatizou Marco Santos.
Entende este que a instituição deve continuar com a preciosa “parceria com as entidades públicas”, no sentido de dar resposta às exigências e aos desafios futuros, chamando, neste sentido, a atenção aos responsáveis governativos para a necessidade de requalificação de alguns espaços da CISA, entre os quais o polivalente, recordando que a última requalificação feita nas instalações data de há cerca de 20 anos.
“Este conjunto de intervenções, identificam-se como potenciadoras de criar maior funcionalidade nos espaços da CISA e que poderiam ser enquadradas numa eventual intervenção global a equacionar a médio e longo prazo, para as quais aguardamos o compromisso por parte da tutela para proceder ao financiamento das mesmas”, concluiu o Presidente da Direção.
Interveio, de seguida, o Presi-dente da Assembleia Geral da CISA Hélder Silva que, de uma forma breve, salientou a importância histórica desta instituição.
Usou, também, da palavra a Vogal do Instituto de Solidarie-dade e Segurança Social (ISSA) que enalteceu o “contributo dos profissionais que se dedicam de corpo e alma a uma instituição centenária da infância e da juventude, neste caso em concreto, uma instituição que presta serviço a cerca de 122 crianças e jovens”.
“É muito importante para nós estar aqui hoje e ver o exemplo que é a Casa de Infância de Santo António, na garantia de um futuro promissor para todas as crianças que por eles passam ou já passaram”, destacou a Maria Ema Gomes da Silva.
Por último, interveio o Presi-dente da Câmara Municipal da Horta José Leonardo que começou por destacar a instituição de referência que a CISA é no concelho, lembrando a importante missão que lhe incumbe: “é uma casa que socorre, e acolhe também a qualquer hora do dia a quem dela mais precisa. Por ela passam casos difíceis, casos que nos recordam da complexidade da nossa sociedade mesmo num meio pequeno. Mas por ela também passam, felizmente, muitos casos de sucesso”, disse.
José Leonardo referiu, ainda, no seu discurso, a parceria entre a Câmara, o Governo e a Casa de Infância de Santo António, para a triagem dos resíduos, as iniciativas para uma maior participação e plena integração de todas e de todos, como as Jornadas da Juventude Empreendedora, o número de estudantes apoiados por bolsas ou a fixação do IMI à taxa mínima legal”, concluiu.
Realizou-se, de seguida, a uma mesa redonda, moderada por Graça Moniz, com antigas alunas da CISA, que recordaram alguns dos momentos mais importantes que passaram na instituição.
Por fim, assistiu-se a uma atuação musical dos alunos da Casa de Infância de Santo António, terminado a sessão solene com a homenagem a diversas personalidades e o cantar dos parabéns à instituição pela passagem de tão ilustre data. 

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