Amanhã começa a corrida às Europeias

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O tiro de partida para as eleições europeias de 26 de maio será dado este fim-de-semana pelo Partido Socialista. E não inesperadamente, mas concerteza devido à influência de Carlos César, o mesmo ocorrerá nos Açores, mais concretamente na cidade de Ponta Delgada.
Será ali que amanhã, após o debate sobre a Europa – Açores no pós-2020: Economia, Agricultura, Pescas e Coesão Social, e que contará com a presença do Secretário-Geral do partido António Costa e de Vasco Cordeiro, Presidente do PS/Açores, acontecerá o anúncio do nome do candidato que irá representar o arquipélago no Parlamento Europeu.
Efetivamente, será sob a égide deste debate e certamente em articulação com o PS/Açores, que António Costa virá aos Açores comunicar a escolha do candidato açoriano a Bruxelas.
Dois nomes surgem na linha da frente: Serrão Santos ou Lara Martinho. Apesar do reconhecido trabalho desenvolvido pelo atual eurodeputado açoriano na Comissão das Pescas do Parlamento Europeu, parece que os socialistas açorianos entendem ser necessário dar agora um cunho vincadamente mais político ao lugar em detrimento da tecnicidade
O que poderá abrir caminho à deputada da Assembleia da Repú-blica Lara Martinho.
Sendo improvável a existência de alterações à Lei da Paridade neste ano de eleições, sob pena de serem vetadas pelo Presidente da Repú-blica, como este fez questão de alertar, a eventual colocação de Lara Martinho nas listas para a Europa interliga-se com as eleições legislativas nacionais, pois tal permitiria ao PS/Açores reformular a representação da Terceira nas listas para a Assembleia da República, lançando os deputados regionais Francisco Coelho ou Domingos Cunha.
Do lado do PSD/Açores, sabendo-se que a atual eurodeputada Sofia Ribeiro não irá continuar no cargo, embora Rui Rio não tivesse mostrado inicialmente abertura para ceder um lugar aos sociais-democratas açorianos, tudo mudou com a tentativa, falhada, de o derrubar por parte de Luís Montenegro.
Na verdade, tal facto permitiu ao antigo presidente do Governo Regio-nal e da Assembleia da República João Bosco Mota Amaral aparecer nas luzes da ribalta e posicionar-se como um claro defensor do Presidente do PSD e, dessa maneira, ganhar vantagem para poder ocupar um lugar na lista para o Parlamento Europeu na quota açoriana.
Quem ficou deveras agradado com este volte-face foi Alexandre Gaudêncio, que certamente não terá qualquer objeção a essa indicação, pois aquele foi um seu apoiante desde a primeira hora e, assim, conseguirá o seu primeiro grande objetivo que era colocar um açoriano em lugar elegível nas listas para o Parlamento Europeu.
Também bem posicionada, caso a escolha de Rio não recaia sobre Mota Amaral, está Berta Cabral, antiga Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, e que se perfila como outra séria candidata a ocupar o lugar do PSD/Açores em Bruxelas.
Apesar de as europeias se estarem a aproximar e, portanto, não seja ainda a altura certa para abordar o tema das listas para as legislativas nacionais, denota-se já um posicionamento de várias figuras partidárias regionais para fazer parte dessas listas.
Para os lados do Partido Socia-lista, a atual Presidente do Parla-mento Açoriano Ana Luís surge como a mais forte possibilidade a apresentar pelo PS/Faial para ocupar o terceiro lugar na lista socialista dos Açores, substituindo nesse lugar João Castro, a qual será certamente encabeçada pelo ex-Presi-dente do Governo Regional Carlos César.
E no que respeita ao PSD/Faial, parecem continuar a subsistir as dúvidas entre escolher o deputado regional Luís Garcia ou Susete Amaro para ocupar o lugar a atribuir ao Faial nas listas do PSD/Açores às eleições legislativas nacionais de outubro.
Resta-nos esperar pelos próximos tempos para vermos esclarecidas todas as incertezas agora colocadas. 

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