Equipa Play/Auto Açoreana Racing no XXVIII Rali Ilha Azul- Além Mar

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A dupla da equipa Play/Auto Açoreana Racing constituída por Ruben Rodrigues e Estevão Rodrigues marcou presença na XXVII edição do Rali Ilha Azul – Além Mar que decorreu no

passado fim de semana no Faial.

 

Aos comandos do Citroen DS3 R5 EVO, preparado pela Sports and You a equipa estreou-se no Azores Airlines Rallye e pretende disputar os campeonatos regionais de Ralis de 2017, 2018 e 2019.

Os jovens açorianos têm-se destacado no desporto motorizado da Região, pelo que foram escolhidos para

integrar o projeto da Fábrica de Tabaco Micaelense (FTM) e da Auto Açoreana que tem por objetivo trazer mais competitividade aos campeonatos regionais assim como promover as duas empresas.

Em vésperas de rali, Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Gonçalo Mota, responsável pela equipa e Diretor de Produção, Marketing e Vendas da FTM, que nos falou do projeto.

A Fábrica de Tabaco Micaelense, é a unidade mais antiga dos Açores neste setor e há décadas que está envolvida no desporto motorizado. “Foi talvez o grande patrocinador do desporto automóvel na Região desde os anos 60”, revelou à nossa reportagem Gonçalo Mota.

Imposições legais, relacionadas com diretivas comunitárias que proíbem o patrocínio por parte da indústria tabaqueira ao desporto ou a qualquer outro tipo de evento fez com que a empresa deixasse de apoiar a modalidade.

No entanto a FTM manteve sempre o gosto por este desporto e nos finais do ano passado entendeu que “era o momento” para voltar e numa parceria com Auto Açoreana decidiu criar uma equipa de ralis.

“Desta parceria nasceu a equipa Play/Auto Açoreana Racing que reúne as duas designações com o objetivo de publicitar, a marca Play, que é uma marca de cigarros da FTM, e a Auto Açoreana como instituição”, revelou o director de Produção, Marketing e Vendas .

“Isoladamente não teríamos regressado aos ralis, só regressamos em função desta parceria com a Auto Açoreana, que é concessionário para a ilha de São Miguel de oito marcas de automóveis”, explicou.

De acordo com Mota, a criação desta equipa teve como base duas razões: por um lado “razões históricas”, nomeadamente “o facto de termos um historial muito longo no automobilismo” e por outro o facto da Auto Açoreana ser uma empresa ligada ao setor automóvel e por conseguinte ao automobilismo. “Este é o único veículo que temos para promover as nossas marcas, porque nenhuma outra publicidade é permitida”, salienta.

Para o diretor esta parceria tem permitido a ambas as empresas ganharem notoriedade no mercado. “

O responsável pela equipa adiantou ainda à nossa reportagem que a ideia  partiu das duas empresas “no sentido de dar maior competitividade ao Campeonato Regional de ralis” que passa agora contar com três viaturas de última geração os R5. “Havia pouca competitividade e portanto menos interesse por parte do público e nós como tivemos relacionados com o automobilismo durante muitos anos sentíamos esta vontade de ajudar a desenvolver a modalidade e a gerar maior interesse maior entusiasmo”, afirmou.

Desporto motorizado

importante para a economia da Região

Sobre a importância da modalidade para o desenvolvimento da Região, o diretor de Produção da FTM, não hesita em afirmar que “esta modalidade tem um peso muito grande na economia dos Açores”.

Para Gonçalo Mota o automobilismo tem muitos adeptos, traz muita gente e promove a Região.

Referindo-se ao Azores Airlines Rallye, o responsável Play/Auto Açoreana  afirma que este evento “atrai muitíssima gente do exterior e permite a divulgação dos Açores em toda a Europa através da Eurosport”. Por outro lado, entende que “também os ralis que ocorrem nas outras ilhas têm impacto não só nas infraestruturas turísticas, como os hotéis, restaurantes locais, assim como dão notoriedade às próprias ilhas”, disse.

“Estes ralis são conhecidos e publicitados no continente o que faz com que se dê notoriedade às próprias ilhas e faz sem dúvida mexer a economia em muitos aspetos, pelo que deveria ser mais acarinhado e incentivado por quem de direto”, entende.

Gonçalo Mota lembra que na Região já existem três viaturas de última geração o que demonstra o interesse pela modalidade. “Nós temos num território tão pequeno três carros de última geração enquanto no continente não existem muitos mais portanto estamos muito bem equipados para a nossa dimensão e realidade comparativamente com outras regiões do país”, neste sentido considera que “não se perdia nada em fazer um esforço maior de divulgação destas provas a nível nacional”.

A finalizar o porta voz chama a atenção para importância das estruturas e dos equipamentos no desenvolvimento da modalidade na Região.

“O desporto automóvel como qualquer outro desporto, tem regras e as regras são fundamentais e devem ser transparentes, claras e iguais para todos”, neste contexto considera que “devem haver equipamentos, estruturas e meios que permitam que as regras se cumpram de forma isenta para que não haja nenhuma dúvida quanto à justiça das vitórias ou das derrotas”. 

“Penso que os Açores deviam estar equipados por exemplo com uma máquina que permite medir uma válvula dos turbos no caso dos R5 que têm de ter uma determinada pressão. Essa máquina verifica se de facto estão a ser cumpridas as regras e neste momento não temos esse equipamento nos Açores”, conclui. 

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