Escola de futebol do FC Porto procurar manter alunos “ativos e saudáveis” em casa

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A escola de futebol do FC Porto, a Dragon Force, avançou para uma série de atividades que permitem a todos os seus alunos manterem-se “ativos e saudáveis” na paragem dos treinos, devido à pandemia da covid-19.Com o objetivo de apoiar a continuidade do desenvolvimento de crianças entre os quatro e os 14 anos a partir de casa, a Dragon Force transformou o projeto DF Talent Development num modelo ‘live’, através da criação de um formato de treino em direto, que inclui todos os “ingredientes” necessários ao desenvolvimento das capacidades individuais dos participantes.

“No dia 10 de março, altura em que tomámos a decisão de suspender as atividades nas escolas de futebol Dragon Force, como medida preventiva, face ao aumento de casos em Portugal de covid-19, definimos em equipa que não poderíamos parar e que, mesmo à distância, teríamos de conseguir manter os nossos alunos ativos e saudáveis”, começou por explicar o responsável pela Dragon Force à agência Lusa.

Com “imaginação, alguma criatividade e a atitude certa”, os responsáveis pelas escolas dos ‘dragões’ tentaram contribuir para que os alunos ultrapassassem esta fase negativa da “melhor forma possível”, notou à Lusa Ricardo Ramos, antes de enumerar as atividades que já realizaram desde que decidiram encerrar as escolas.

“A primeira atividade que planeámos, e que foi comunicada em 16 de março, consistiu no envio de planos de treinos individualizados, acompanhados por um desafio diário (DF Home Challenge), publicado no Facebook da Dragon Force e que teve a duração de 18 dias”, precisou

Para além da parte técnica, a Dragon Force definiu, segundo Ricardo Ramos, uma série de atividades pedagógicas e didáticas para que os alunos pudessem fazer em casa, preferencialmente sozinhos ou em conjunto com os pais, com vários momentos de leitura, escrita e desenho: “revisão de matérias escolares, técnicas de relaxamento, momentos de pesquisa sobre ciência e geografia, desafios de nutrição e receitas para fazer em família”.

Depois disso, aconteceu o DF Home Cup, uma competição disputada entre as 22 escolas de futebol Dragon Force, incluindo as duas escolas internacionais (Bogotá e Valência). “Foram 32 dias de competição, 13 jornadas, na qual a nossa intenção era que cada escola Dragon Force se unisse em torno de objetivo comum, responder ao maior número de desafios lançados a cada jornada”, pontou.

“Recebemos mais de 15.000 vídeos. A DF Bogotá venceu a Taça de Campeão Absoluto (venceu a 1ª fase e a final com mais golos marcados=vídeos enviados) e a DF Viseu alcançou a Taça de Méritos e Valores Porto, que destaca a escola que teve uma maior percentagem de vídeos enviados tendo em conta o número de alunos que a escola apresenta”, referiu ainda.

Em abril, realizou-se o DF Foot-Camp ‘online’, em que, para além de atividades para fazerem autonomamente, os participantes tiveram acesso a uma sessão diária de 60 minutos com a orientação de dois treinadores. Agora, durante as próximas semanas acontece o programa DF Talent Development Live, que consiste em sessões de treino de 60 minutos, concebidas para estimular as várias dimensões do desenvolvimento individual dos participantes.

“As sessões de treino acontecem em diferentes grupos de trabalho, tendo em conta a idade e o nível dos participantes. Durante o treino, o treinador principal e treinador adjunto estão sempre atentos ao desempenho de cada participante para fazerem correções ao segundo e darem indicações sobre como cada um pode elevar o seu nível ao longo do treino. O programa inclui treino de técnica individual, treino de motricidade e treino de preparação física”, elucidou.

A afluência tem sido grande e, segundo Ricardo Ramos, já contam com mais de 300 inscritos em vários países.

O responsável admitiu ainda que “as iniciativas ‘online’ não substituem os treinos presenciais e a interação entre os treinadores e os seus alunos”, no entanto, esclareceu que esta “altura atípica” serve para “encarar este desafio gigante como uma oportunidade para melhorar os processos e procedimentos, para apostar em novas ferramentas ‘online’, com o objetivo de estar cada vez mais próximos dos alunos e mais preparados para o que se avizinha”.

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