Escola de Viola da Fajã de Baixo duplicou o número de alunos

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Fonte: Associação Viola da Terra

A Escola de Violas da Terra da Fajã de Baixo iniciou a sua actividade em 2008, no Grupo Folclórico da Fajã de Baixo. Actualmente as aulas decorrem na Sede da Junta de Freguesia.

No presente ano lectivo a escola duplicou o número de alunos inscritos e que frequentam as aulas uma vez por semana, em aulas de grupo ou individuais, com duração de uma hora. Alunos com idades compreendidas dos 9 aos 76 anos.

Rafael Carvalho, formador da Escola desde a sua génese, explica que este projecto incide no ensino da nossa Viola da Terra, quer seja por imitação (ensinar de ouvido), ou por partitura, ou outra estratégia de ensino (esquemas cifrados), sempre tendo em conta a individualidade de cada aluno, mas tentando alargar o mesmo o máximo possível a diversas faixas etárias, e procurando também colmatar a falta de tocadores que é sentida continuamente nos nossos grupos, principalmente grupos folclóricos.

A curto prazo o objectivo principal foi cumprido, com um curso na Fajã de Baixo já renovado. A médio prazo pretende-se poder abrir mais algumas turmas na Fajã de Baixo e em outras Freguesias, procurando a proximidade com os alunos e instituições de cada local.

Para além disso, procura-se a articulação com os Grupos Folclóricos: quer ao nível de eventuais interessados na aprendizagem, como também ao nível de cooperação com empréstimo de instrumentos musicais, uma vez que há pessoas que querem aprender mas não o fazem por não poderem, inicialmente, investir na aquisição de uma Viola da Terra.

O professor Açoriano tem-se dedicado, há mais de 2 décadas, ao ensino da Viola da Terra, iniciado na Escola de Violas da Ribeira Quente e seguindo-se a Academia da Povoação e Escola de Violas da Fajã de Baixo, sendo o Conservatório Regional de Ponta Delgada o último desses projectos. Nos últimos 14 anos, com o trabalho de lecionação, pesquisa, composição, transcrição e adaptação de peças, bem como a exigência da criação, praticamente do zero, de um curso curricular no Conservatório, teve cada vez menos tempo para se dedicar ao ensino “não oficial”. Deixa o ensino público, mas sente-se feliz pelo trabalho realizado a esse nível, na estruturação curricular do mesmo, deixando um trabalho consolidado para o futuro, trabalho esse que é também algo de investigação e estudo, com regularidade, por vários investigadores de diversas universidades do País, e, ainda, do Brasil.

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