Estudantes e doentes deslocados retidos no continente – PSD/Faial entende que situação “ultrapassou o limite do razoável e do bom senso”

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O PSD/Faial defende que o Governo Regional dos Açores deve realizar “com a maior urgência”, uma operação de regresso à Região dos estudantes e doentes deslocados no continente, através da Azores Airlines.

Mais de 2 meses depois da recomendação do governo para não viajarem para os Açores, os estudantes açorianos e, nomeadamente, do Faial continuam a aguardar que a sua situação seja resolvida, lembram os social-democratas faialenses.

“O PSD/Faial insiste, que o Governo Regional dos Açores – que há mais de dois meses recomendou aos estudantes faialenses e de outras ilhas que permanecessem no continente português – deve realizar agora com a maior urgência, uma operação de regresso dos mesmos, através da Azores Airlines”, lê-se num comunicado enviado às redações.

Defende a Comissão de Ilha do PSD/Faial que esse transporte deverá ser realizado “utilizando as cinco gateways da Região, e com aeronaves da Sata Air Açores a realizar no próprio dia o transporte destes açorianos das ilhas com gateway para as restantes quatro ilhas do arquipélago, de modo a que todos possam chegar no mesmo dia à sua ilha, para cumprimento das recomendações das autoridades de saúde”, adiantando que do mesmo modo os “estudantes e doentes retidos noutras ilhas do arquipélago devem ser abrangidos por uma solução da mesma natureza”.

“Este é o momento adequado para garantir o regresso dos estudantes, doentes deslocados e outras situações excecionais”, tendo sempre presente que “todas as medidas de prevenção devem ser cumpridas” e uma vez, que Região se encontra numa “fase em que a propagação do novo coronavírus parece estar controlada” e antes “que as medidas de reabertura gradual de algumas atividades”, possam vir a criar uma “nova situação de incerteza”, alertam os social democratas faialenses.

A Comissão de Ilha do partido recorda que no dia 5 de maio, o PSD/Faial propôs ao Governo Regional dos Açores a realização de uma operação específica da Sata/Azores Airlines, para resolver a situação de permanência sem data definida, dos estudantes açorianos – incluindo muitos faialenses – que acolheram as recomendações de 11 de março do Presidente do Governo e permaneceram no território continental, “uma decisão acertada, naquela fase”, entendem e alertaram “para a necessidade de contemplar nessa operação o regresso dos doentes deslocados também retidos no continente, bem como outras situações de caráter excecional”, reforçando “que todos os regressados deveriam cumprir as recomendações das autoridades de saúde”, mas ainda nada foi feito.

No documento, o PSD/Faial relata que “expetativa de regresso a casa destes açorianos e das suas famílias sofreu um duro revés, quando foram informados de que o voo Lisboa-Horta que após quatro reagendamentos estava marcado para 1 de junho, sofreu a quinta remarcação e foi cancelado, sob o mais simpático título de ‘reagendado’ para 17 de junho”.

“Se a decisão inicial dos estudantes em acatar as recomendações do governo para salvaguarda da saúde pública, foi por nós e por todos elogiada, adiar cinco vezes o seu voo de regresso e remarcar para 96 dias após o dia 11 de março – não se sabendo se não voltará a ser adiado – já ultrapassou claramente o limite do razoável e do bom senso e mais parece um exercício de autoritarismo e arrogância sem qualquer explicação plausível”, sustenta a Comissão Política do partido no Faial.

Considera ainda que “existem medidas de minimização dos riscos de propagação de contágio que podem ser aplicadas, num equilíbrio entre a salvaguarda da saúde pública e o direito de regresso destes faialenses e açorianos de 7 ilhas às suas residências, com o bom senso que se exige ao fim de mais de dois meses de espera”.

O PSD/Faial regista também que o Governo Regional, que “se empenhou e acertadamente, em resolver o problema de estudantes açorianos que se encontravam no estrangeiro, bem como a situação dos turistas açorianos que realizaram um cruzeiro pela Austrália, não pode continuar a desresponsabilizar-se quanto ao regresso dos estudantes e doentes retidos em Portugal continental”.

“A situação não é igual para todos os açorianos retidos no território continental, pois se os residentes em São Miguel e Terceira têm a possibilidade de regressar na TAP e ficar de imediato nas suas ilhas, os açorianos oriundos das restantes sete ilhas estão dependentes de procedimentos adicionais e, sobretudo, de um voo na SATA Air Açores, para chegar ao seu destino”, concluem os social-democratas.

 

 

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