EUA e Governo de Portugal devem compensar Açores por danos na Terceira

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A deputada do Bloco de Esquerda, Zuraida Soares, em declaração política durante o segundo dia de plenário , dia 11 de fevereiro, responsabilizou a administração dos Estados Unidos da América (EUA)  e do Governo da República  pela atual situação social e económica que afeta a ilha Terceira e exigiu “assunção de responsabilidades”. Os problemas que se adivinham para a ilha Terceira e as questão derivadas ,que estão a pautar o período legislativo de fevereiro, advêm do anuncio da redução do contingente militar a americano na Base das Lajes anunciada no início deste ano.

Para a deputada o Estado português, e consequentemente todos os governos de Portugal que estiveram no poder desde o início da presença militar norte-americana nos Açores, foram os principais responsáveis pela negociações terem ganho um rumo que em pouco favorece a ilha Terceira do ponto de vista económico, social e ambiental. O terem assumido postura “subserviente” e , no entender de Zuraida Soares, nunca terem lutado ter uma condição de “parceiro de igual para igual” permitiram que tal acontecesse.

A falta de “categórico apoio” por parte dos líderes do PS nacional  ao Governo Regional foi também alvo de criticas pela deputada de representação parlamentar do BE e rematou “o mais que ouvimos de António Costa e Carlos César foi que o assunto era muito importante e, por consequência, o Primeiro-Ministro deveria assumir o comando de todo o processo. Para quem assume a candidatura a Primeiro-Ministro do país exige-se outro tipo de compromissos para com os portugueses de qualquer região”.

A deputada aconselhou que para além de se “trabalhar para minimizar os estragos” haja um esforço para “olhar para o futuro”. “É preciso olhar para a situação geográfica dos Açores noutra dimensão” exigiu a bloquista , pois entende que só assim se poderá “tirar partido da posição estratégica dos Açores como fator de desenvolvimento civil e económico”.

Em intervenção posterior  às declarações de Zuraida Soares o único deputado eleito pelo PPM mostrou a sua visão dos acontecimentos, afirmando que durante este período “o que se demonstrou é que a região tem um papel menor” nas negociações entre Portugal e os EUA.  Uma das medidas defendidas por Paulo Estevão para aumentar o poder de negociação dos Açores em processos tidos “vitais” é a possibilidade da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) exercer direito de veto, o que no seu entender lhes pode garantir poder efetivo quando ao Estados nestas matérias mais complexas e que à região dizem, maioritariamente, respeito.

 

 

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