Expectativas superadas no festival Montanha durante a pandemia

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Montanha Pico Festival é um mês de arte e aventura na ilha do Pico. Este janeiro aconteceu a oitava edição com 16 eventos abertos ao público presencial, eventos online, e ainda residências artísticas que proporcionaram a criação e desenvolvimento de arte a partir da sede da MiratecArts.
“Mesmo no meio da pandemia, e a cultura artística a ser continuamente penalizada com restrições, que mais ninguém foi sujeitado, as expectativas foram superadas nas várias vertentes,” admite o diretor artístico da MiratecArts e fundador do Montanha Pico Festival, Terry Costa. “Conseguimos apresentar todos os programas que tinham investimento direto. Apenas os eventos no Museu do Pico foram cancelados ou mudados para outras localidades. As audiências juntaram-se, os artistas conseguiram seus objetivos. Claro que tivemos que nos adaptar, alguns artistas não conseguiram chegar à ilha montanha e o programa foi transferido para meios online; lidar com audiências que foram para casa frustradas com o facto de não conseguirem entrar no auditório, devido às regras de ter um teste de rastreio à COVID-19; apoios que não chegaram; há sempre muitas variáveis que temos que lidar, mas uma coisa é certa, estamos sempre preparados com uma margem para improvisação, mesmo nos eventos que correm como previstos.”
Entre cinema, incluindo estreias, lançamentos de livros, exposições, visitas a grutas com música e poesia e ainda o concerto no ponto mais alto de Portugal com o violinista Nuno Santos, houve muita conversa. Este ano os temas de foco incluíram o turismo sustentável e proteção da montanha, cuidados ambientais e incentivo a que a arte faça parte da diferença para uma sociedade mais educada e sensibilizada com a natureza.
Plantio de árvores e arbustos endémicos com visitas à sede propriedade da MiratecArts Galeria Costa já virou tradição anual, assim como as tardes de chá na Casa da Montanha.
“Cada vez mais temos interesse de audiências que não vivem na ilha nos visitarem para participar no festival Montanha,” partilha Terry Costa, “e, este ano, mesmo no meio da pandemia, não foi exceção. Fazemos parte de um roteiro internacional em que olham para os Açores, o Pico, nesta altura do ano, para investirem em férias e participarem no programa cultural artístico. Cada vez mais fazemos parte do desenvolvimento económico. Esperamos que um dia os vários departamentos do Governo Regional consigam ver isso e invistam substancialmente no que fazemos aqui, do Pico para o mundo.”