Extensão do Cine’Eco 18 na Ilha do Faial de 21 de maio a 8 de junho

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DR-OMA

É já amanhã, dia 21 de maio, que tem início a Extensão do Festival Cine’Eco 18 à Ilha do Faial.

Cine’Eco | Seia – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, desafia o  público a olhar para o nosso mundo e para o comportamento humano de uma forma responsável, chamando a atenção tanto para os problemas como para possíveis soluções.

O Cine’Eco | Seia é o único festival de cinema português dedicado à temática ambiental no seu sentido mais abrangente. Realiza-se em Seia anualmente e de forma ininterrupta desde 1995, por iniciativa do Município de Seia e desde 2013 que chega também ao Faial, pela mão do Observatório do Mar dos Açores. Este ano a extensão ao Faial conta com a parceria do Cineclube da Ilha Terceira, o Cineclube do Faial, a Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça e o Expolab e consiste em quatro sessões:

21 de MAIO – Biblioteca Pública – 21h

UTOPIA REVISITADA (Utopia Revisited), de Kurt Langbein, Austria, doc., 2018, 91’ –GRANDE PRÉMIO AMBIENTE CINE’ECO (Environment Grand Prize) Pessoas em todo o mundo procuram alternativas para além do capitalismo desenfreado, que, inerentemente, produz pessoas incrivelmente ricas por um lado, mas incrivelmente pobres por outro. Existe algum modelo para uma sociedade mais justa?

28 de MAIO – Biblioteca Pública – 21h

CARGA ESTRANHA (Strange Cargo), A. Denis, E. Duplan, V. Machu, M. Riesen, França, anim., 6’ – MENÇÃO HONROSA – COMPETIÇÃO INTERNACIONAL CURTAS METRAGENS E TELEVISÃO (Honorable Mention – International Competition Short Films And Television) Todos os dias, Ned vive, trabalha, come e dorme no seu navio de carga. Um dia, ele fica sem comida. Para não morrer de fome, ele tem de sair da sua confortável rotina.

SÁBIOS DA TERRA (Sabios de la Huerta), David Segarra, Espanha, doc., 2018, 13’ Num mundo confuso, descobrimos os últimos homens e mulheres sábios onde menos os imaginávamos: entre os antigos camponeses do sul da Europa. Sábios da Terra recupera as histórias e experiências de homens e mulheres rurais. Através deles descobrimos um mundo cultural, humano e geográfico esquecido pela sociedade moderna. Histórias que guardam uma mensagem universal sobre a experiência humana.

O IMPÉRIO DO OURO VERMELHO (L’Empire de l’Or Rouge), Xavier Deleu, JeanBaptiste Malet, França, doc., 2017, 52’ – PRÉMIO DOCUMENTÁRIOS E REPORTAGENS PARA TELEVISÃO (International Television Award) e MENÇÃO HONROSA – PRÉMIO MELHOR LONGA – JÚRI DA JUVENTUDE (Honorable Mention – Feature Film Youth Award) A fruta mais consumida do mundo tem uma história não contada. A industrialização do humilde tomate precedeu a economia mundial que se seguiria. Agora é um bem, como o trigo, o arroz ou a gasolina. A capacidade do tomate de criar produtos altamente identificáveis, como ketchup, molho de pizza, sopas, molhos, bebidas ou pratos congelados, é imbatível. Já em 1897, dez anos antes de Ford começar a produzir massivamente carros, a Heinz convertia tomates em latas padronizadas de puré concentrado. A Heinz foi uma das primeiras empresas a aperceberem-se do poder da marca. Essas empresas baniram os sindicatos, impuseram padrões uniformes de produção e estabeleceram laboratórios genéticos que asseguraram plantações de tomate idênticas em todo o mundo. Hoje, onde quer que estejamos no mundo, podemos comer os mesmos tomates. Este filme passa-se na África, Itália, China e América, e visa mostrar as consequências e as oportunidades deste negócio global.

4 de JUNHO – Biblioteca Pública – 21h

15 MEMÓRIAS DO FOGO (15 Memories of Fire), Rodrigo Oliveira, Tiago Cerveira, Portugal, série TV, 2018, 35’ – PRÉMIO MELHOR CURTA – JÚRI DA JUVENTUDE (Short-Film Youth Award) e MENÇÃO HONROSA – GRANDE PRÉMIO LUSOFONIA – CAMACHO COSTA (Honorable Mention – Camacho Costa Award | Lusophony) Uns correram. Outros morreram. O Fogo de 15 de outubro de 2017 na região Centro de Portugal, levou quase tudo. Ficaram as memórias.

O SONHO DO CAPITÃO: UMA BIENAL DE ARTE NA ANTÁRTIDA (Captain’s Dream: A Biennial of Art in Antarctica), Denis Delestrac, Espanha, doc., 2018, 50’ O polémico artista russo e capitão de um barco Alexander Ponomarev segue o seu corajoso sonho de criar a primeira Bienal na Antártida. A sua visão é a de realizar uma expedição: uma convergência de artistas e visionários internacionais que tenham como objetivo primordial catalisar a criação e abrir um espaço único para o debate sobre o futuro da humanidade e a responsabilidade para com o planeta.

8 de JUNHO – Fábrica da Baleia (ar livre) – 21h

A PLASTICARIA (La plastikeria), Paul Scott, Canadá, anim., 2017, 3’) – PRÉMIO LIXO MARINHO (Marine Litter Award) Como será em 2050, quando houver mais plástico do que peixes no oceano? Não haverá mais necessidade de comer peixe? Será mais conveniente comer plástico diretamente, comprado com facilidade no mercado de plástico dos bairros?

 

MACOCONI – AS RAÍZES DOS NOSSOS FILHOS, Fábio Ribeiro, Moçambique, doc., 2017, 35’ – GRANDE PRÉMIO LUSOFONIA – CAMACHO COSTA.

 

A ARCA DE ANOTE (Anote’s Ark), Matthieu Rytz, Canadá, doc., 2018, 77’ – PRÉMIO ANTROPOLOGIA AMBIENTAL (Environmental Anthropology Award) O que vai acontecer quando um país inteiro for engolido pelo mar? As ilhas de Kiribati, com uma população de 100.000 habitantes, são uma república do atol do Pacífico que vai ficar submersa nas próximas décadas devido às mudanças climáticas. Este filme aborda esta questão e o que está a ser preparado pelas organizações internacionais e, sobretudo, pelo seu presidente Anote Tang, que procura defender o seu povo, defender uma cultura de 4000 anos e fazer migrar, com a maior dignidade, uma nação inteira.

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