Faial recebe I Fórum Internacional das Pescas dos Açores

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Sustentabilidade e desafios do setor das pescas para o futuro, foi o assunto que reuniu, esta semana, no Teatro Faialense, cerca uma centena de participantes, oriundos do Continente, Itália, Dinamarca, Espanha, Bélgica e Estados Unidos da América.

Comunidade científica, políticos, parceiros e profissionais da pesca participaram neste I Fórum Internacional das Pescas que segundo o Secretário Regional do Mar tem por objetivo “recuperar a antiga Semana das Pescas” que durante vários anos se realizou na Horta.

A secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, promoveu de 6 a 9 de Junho no Teatro Faialense, na Horta, o I Fórum Internacional das Pescas dos Açores, com vista a debater a sustentabilidade e os desafios do setor para o futuro.

Avaliação de recursos marinhos, importância do movimento associativo, programas de monitorização das pescas nos Açores, capturas acessórias, conservação da biodiversidade marinha e dos recursos pesqueiros, Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e Pescas, aquacultura e indústria, comércio e valorização do pescado, foram alguns dos temas que durante três dias prenderam a atenção dos participantes.
De acordo com o Secretário Regional das Pescas, Fausto Brito e Abreu, este fórum pretendeu ser “um espaço de reflexão sobre presente e o futuro do setor das pescas, na Região, no país e na Europa”.
Brito e Abreu lembrou que “em 40 anos de Autonomia e desde que a Região tem voto na matéria”, no que às políticas de pescas diz respeito, “o setor sempre foi duro”, apresentando “desafios que têm estado em permanente transformação”, relacionados essencialmente com a “subcapacitação da frota e de infra estruturas portuárias com poucas condições de segurança”.
No entanto, adiantou “o uso inteligente da Autonomia” e “dos Fundo Comunitários provenientes da entrada de Portugal na Comunidade Europeia”, permitiram “ultrapassar alguns desses desafios e hoje os Açores”, dispõem “de uma frota mais capacitada e de infraestruturas portuárias com outras condições de segurança e de operacionalidade”, salientou,  considerando que “continuamos a ter desafios enormes”, afirmou o governante na sessão de abertura do FIP dos Açores.
Na ocasião o Secretário Regional do Mar, defendeu que a pesca necessita de ser uma atividade mais rentável para os pescadores. “Os pescadores têm de ganhar mais dinheiro e ter condições de vida mais dignas”, reforçou.
O responsável pelas pescas referiu ainda que “o objetivo deste fórum é de alguma forma recuperar a herança da antiga Semana das Pescas, reconhecida por todos como uma iniciativa importante para juntar os vários agentes do setor e para partilhar ideias”.
A finalizar a sua intervenção o secretário lançou duas ideias a debate, uma referente à “importância do conhecimento científico para orientar as pescas”, não só no sentido das políticas mas também da própria atividade.
“Nós temos de conhecer o nosso mar para saber qual a forma mais inteligente de criarmos riqueza a partir da atividade da pesca a longo prazo”, destacou, apontando para a necessidade de existir uma “relação bilateral” entre as comunidades científicas e piscatórias. “Os pescadores têm muito conhecimento empírico do nosso mar e, por isso, também devem comunicar os seus desafios aos nossos cientistas”, afirmou.
O Secretário Regional do Mar chamou também a atenção para a necessidade de “todos colaborarem para o bem comum” destacando a importância deste fórum para “forjar alianças e discutir de forma aberta os desafios do setor, encontrando soluções através do esforço coletivo de geração de ideias, incluindo pescadores, comerciantes de pescado, cientistas, políticos e autoridades de fiscalização das pescas”, concluiu.
Fausto Brito e Abreu aproveitou ainda para lembrar os presentes que está aberto o concurso de apoio a projetos de investigação em contexto empresarial, no valor de dois milhões de euros, que permitirá “trazer mais ciência para o nosso tecido empresarial e mais conhecimento empírico para os nossos cientistas”. Neste contexto desafiou os presentes para aproveitarem estes apoios para por em prática as suas ideias.

 

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