Faialenses pelo Mundo: Marta Azevedo Silva, a exploradora

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Este mês apresentamos Marta Azevedo Silva, responsável pela comunicação na Associação Europeia do Número de Emergência Europeu (EENA).
É da casta de 1993, dizem alguns como sendo a melhor e mais apurada de todas. Vontade e energia não lhe faltam nem nunca lhe faltaram. Até aos 17 anos fez de tudo um pouco: foi membro do Clube da Natureza e do Clube Europeu, tomou parte de diversas listas da Associação de Estudantes da Escola Manuel da Arriaga,
escreveu para o Arauto, praticou ballet no Conservatório, jogou andebol no Sporting Club da Horta, foi federada em natação, pelo Clube Naval da Horta,
e basquetebol pelo Fayal Sport Club. E ainda, “em miúda”, cantou – ou tentou cantar – no Grupo Coral da Horta.

Ao longo destes 11 anos a viver longe da casa-mãe fez por crescer a nível académico e profissional, com uma aposta clara nas experiências internacionais enquanto forma de sustento desse ambicionado desenvolvimento. Desde 2017 que Bruxelas, o coração da União Europeia, se tornou local de residência.
Por lá, entre os cheiros que enchem as ruelas que conduzem à Grand Place e as gargalhadas de um copo ao final da tarde, encontrou uma cultura
organizacional e uma proximidade com os colegas de trabalho que lhe fazem olhar para mudar de país, para já, algo difícil de acontecer.

Tribuna das Ilhas (TI) – Foi em Lisboa que se deu a primeira experiência de viver longe da casa onde cresceu. Na Universidade Católica Portuguesa licenciou-se em Comunicação Cultural e Social e tirou mestrado em Ciências da Comunicação. Sentiu que escolheu o caminho certo?

Marta Silva (MS) – Sim, apesar de na altura das candidaturas para o acesso ao ensino superior ter apenas 16 anos e muitas dúvidas existenciais, sempre soube que a comunicação seria uma das áreas a seguir. Ainda que o meu leque de opções tenha sido muito variado desde Antropologia a História de Arte, a comunicação foi a minha primeira opção por ser inerente ao ser humano e um elemento transformador da sociedade. Tudo é comunicação, até o silêncio que muitas vezes é visto como o pólo oposto da comunicação.
Hoje em dia, agrega-se também à nossa forma de comunicar uma panóplia de novos meios de comunicação e novas formas de interagir, que se têm tornado cada vez desafiante com a Internet das Coisas (IoT).

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