Faialenses pelo Mundo: Sangue faialense num dos mais remotos países da Terra

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Os portugueses e os açorianos são povos aventureiros e corajosos. São mais aqueles que seguem o caminho sem pensar muito no assunto do que aqueles que ponderam todos os pormenores e muitas vezes deixam apenas a vida passar. Seja qual for a rota, não há mal nenhum: cada um é como cada qual.

Nesta edição do Faialenses pelo Mundo descobrimos parte da história de Miguel Goulart, um filho desta terra que há três anos e meio pensou “porque não?” e mais de um dia de voos depois aterrou na Nova Zelândia (NZ). Para trás deixou família e amigos, com ele seguiu o amor. Hoje o faialense de 31 anos vive com 12h00 de avanço em relação aos residentes nos Açores. Na memória leva as noites na Horta, em Lisboa e por essa Europa fora. Passa de uma “adolescência completamente normal”, para uma Lisboa que lhe permite conhecer-se melhor
e depois… depois vou abrir asas e ir.

Há tanto mundo por descobrir e no final de conta estamos todos aqui a prazo. Vamos até Auckland?

Tribuna das Ilhas (TI) – Sais do Faial rumo ao ensino superior onde tiraste Marketing e Publicidade na Escola Superior de Comunicação Social. Havia intenção de regressar à ilha nessa altura? Que sonhos levavas na bagagem?
Miguel Goulart (MG) – Sinceramente não tinha ideia nenhuma do que seria. A minha vida foi muito ao sabor do vento e continua a ser de alguma forma. Na altura que fui para Lisboa era muito jovem, fui conhecer as coisas e conhecer-me. Passa-se tudo e não se passa nada ao mesmo tempo nesses anos. O objetivo era ir lá para estudar, acabar o curso e ver o que se fazia. Mesmo depois de acabar não sabia bem o que ia fazer.
Voltei ao Faial, fiz Estagiar L na AZORINA durante um ano. Depois andei à procura de coisas: tinha bons amigos no Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP), aliás a minha namorada trabalhava lá, e acabei por trabalhar numa embarcação, na componente mais científica, com pescadores que fazem parte de um projeto e foi uma coisa espetacular, diferente daquilo que alguma vez imaginaria fazer. Depois estive duas temporadas no whalewatching do Peter Café Sport

TI – Após a licenciatura regressas ao Faial por certo tempo. Qual foi a sensação de voltar após esses anos fora? Com que olhos vias o desenvolvimento da ilha?
MG –Não achei que estivesse assim tão diferente. Voltava sempre ao Faial nos períodos de férias, não tinha um tempo muito extenso fora que me desse uma perceção de diferenciação ao voltar. Não consegui notar o desenvolvimento ou falta dele por isso.
Agora sim, que estou fora de Portugal há três anos e meio e tenho vida de emigrante, vejo através das redes sociais que muitas coisas que já mudaram. O projeto Frente Mar, o Largo do Infante está completamente diferente, quando saí o Mercado Municipal ainda estava em obras, comia o Ah! Boca Santa na roulote junto à praia da Conceição…
Estou curioso para ver como está a ilha, no final deste mês para férias.

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