FALTA DE MÃO-DE-OBRA E NECESSIDADE DE MORALIZAR A POLÍTICA ATRAVÉS DO GABINETE ANTI-CORRUPÇÃO FORAM PRINCIPAIS TEMÁTICAS ABORDADAS PELO CHEGA

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Chega 

No final da visita oficial do deputado José Pacheco à ilha Terceira, foram muitos os contactos realizados com a população, empresários e instituições que transmitiram ao CHEGA as maiores preocupações com que se debatem nos seus negócios. A falta de mão-de-obra é uma preocupação transversal a vários sectores de actividade e o CHEGA alertou para a urgência de se encontrarem soluções, sob pena de muitos negócios terem de encerrar portas por não terem trabalhadores. A falta de mão-de-obra foi um dos lamentos do empresário Fernando Capitão, da serralharia Estraga Ferro – uma das maiores dos Açores – bem como de alguns empresários da restauração que transmitiram ao CHEGA as necessidades diárias nesta matéria.

José Pacheco falou na importância da formação, mas também evidenciou a necessidade das escolas profissionais se adequarem às reais necessidades do mercado onde se inserem, até para que os bons alunos não procurem depois um melhor percurso profissional fora da Região. Há ainda que reduzir os programas ocupacionais e os beneficiários do Rendimento Social de Inserção para que o tecido empresarial possa dispor destes açorianos que tanta falta fazem inclusive ao sector da pesca.

Foi no porto de São Mateus que José Pacheco se inteirou desta necessidade também na pesca. Um sector que tem estado ao abandono, mas que “não pode ficar condenado ao esquecimento”, nem “roubado pelos de fora” já que o peixe deve ser vendido a um preço justo na Região. Além destas dificuldades, José Pacheco condenou também a falta de representação dos pescadores por parte das associações do sector, defendendo uma reorganização nestas entidades para que possam efectivamente representar os homens do mar. Questões que têm contribuído nos últimos anos para empobrecer esta classe e que o CHEGA pretende melhorar, mantendo-se sempre na defesa dos pescadores.

Ao nível de outro dos sectores de actividade com mais importância na ilha Terceira – o vinho – o deputado do CHEGA reuniu com um vitivinicultor que lamentou os atrasos de muitos projectos de investimento, entregues em 2021, que ainda não tiveram resposta das entidades competentes. O CHEGA constatou que muitas vezes a burocracia é a responsável pelo facto de não haver uma maior aposta no sector vitivinícola.

Durante esta visita oficial à ilha Terceira o deputado José Pacheco teve ainda oportunidade de visitar as futuras novas instalações do Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência, que começou a trabalhar no início de 2021, e que já apresenta consequências positivas da sua instalação. Este gabinete, que foi uma das bandeiras do CHEGA, deve começar a actuar também na moralização da própria política. “Se não querem que o CHEGA denuncie, não deixem acontecer”, referiu José Pacheco que entende que as escolas também podem integrar, nas aulas de cidadania, a temática da prevenção da corrupção. Um trabalho que o Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência já está a começar a fazer, mas para isso também necessita de mais inspectores para conseguir chegar a todas as solicitações.

No final desta visita oficial à ilha Terceira, o deputado do CHEGA fez um balanço positivo dos contactos estabelecidos, referindo também a oportunidade de ouvir “o nosso bom povo” em conversas que foi mantendo durante algumas festas populares.