Fringe “Arte Viva” deixa marcas na ilha do Pico

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Arte Viva é um projeto que junta artistas para pintarem ao vivo. Cofundador Martim Cymbron trouxe o projeto ao Azores Fringe Festival, há cinco anos, o qual já participou várias vezes na programação em São Miguel e também no Pico. Este ano, uma adaptação do evento viu dezenas de artistas participar no epicentro do festival de artes na ilha do Pico. Além de workshops e pintura ao vivo, e a criação de mais de 70 obras de arte, alguns dos artistas deixaram uma marca mais visível.

O terceirense José João Dutra apresentou a exposição “Blue Equilibrium” na galeria do Museu do Pico. A mostra de pintura pretende remeter o observador para a necessidade de olharmos para os oceanos como equilíbrio e existência da vida. “São obras trabalhadas com várias técnicas e diferentes abordagens do tema, passando pela aguarela e o acrílico”, explica o artista. A exposição fica patente no Museu dos Baleeiros nas Lajes do Pico, até 31 de julho. O artista foi surpreendido pelo diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa, que lhe atribuiu o Prémio Atlante, pelo seu percurso de trabalho conseguido, persistência e ousadia no mundo das artes.

“For what do we fight for?” é o título da obra da artista micaelense Andreia de Sousa, inserida na série ícones e assuntos sociais, um projeto com MiratecArts,  apresentada no Auditório da Madalena.  A obra apresenta uma série de guerras e conflitos internacionais, desde o Vietname à crise de imigrantes mais recente, refletindo na ganância dos povos, ego e egoísmo, “voltando a ser um tema tão presente na atualidade, tendo em conta a atual guerra que vimos assistindo,” adiciona a artista. A obra atual, bem como as restantes da coleção, promove a igualdade, respeito, empatia, e a ideia de que somos todos uma só nação.

Por sua vez, Daniel Soares adicionou a instalação “A Escada”, na MiratecArts Galeria Costa, representando o caminho do artista. “O objetivo da peça é desaparecer na natureza, assim deixando espaço para outra,” explica o artista portuense, que faz dos Açores a sua casa. Esta é a sua segunda peça que coloca na galeria de 1Km de arte na natureza, e sede da associação cultural.

O Azores Fringe Festival continua até 30 de junho na ilha do Pico. Entre exposições, curtas de filme e vídeo, performance às terças no Museu do Pico, esta semana destaca-se a celebração dos 10 Anos Fringe, no centro da vila da Madalena, onde tudo começou. A festa, a não perder, este sábado 18 de junho, a partir das 14h, inclui animação pelo grupo Urro das Marés, DJ Rudy Neves, desfile de design das açorianas Cláudia Borges e Joana Ávila, encerrando pelas 18h com a banda WE SEA. www.azoresfringe.com