Governo acabou com encaminhamentos gratuitos para as ilhas sem gateway por capricho, destaca Isabel Teixeira

0
23
blank

Isabel Teixeira realçou que, “do ponto de vista técnico, nada impede a continuidade dos encaminhamentos gratuitos para as ilhas sem gateway”, como São Jorge, Graciosa, Flores ou Corvo.

A deputada socialista falava após ouvir o Presidente do Conselho de Administração da SATA, Luís Rodrigues, em Comissão de Economia, que confirmou que “tecnicamente nada impede os encaminhamentos gratuitos”, que foram cortados por capricho deste Governo, apenas porque eram uma medida do Governo do PS/A e sem estudar alternativas que permitam mitigar os prejuízos para o turismo nas ilhas mais pequenas dos Açores, que não dispõem de ligações diretas ao exterior.

Para Isabel Teixeira, o “Presidente da SATA desmentiu o Governo Regional” e a “narrativa que os partidos da coligação procuram permanentemente lançar, de que os encaminhamentos gratuitos serão ilegais, de acordo com normas europeias”.

“Esta decisão afetou particularmente a economia das ilhas sem gateway, designadamente São Jorge, Graciosa, Flores e Corvo”, sinalizou.

“O fim dos encaminhamentos, juntamente com o fim do transporte marítimo de passageiros em algumas ilhas, é um retrocesso na coesão regional e está a prejudicar as ilhas de menor dimensão, que ficaram sem alternativas. A situação é ainda mais preocupante no caso de São Jorge, que atravessa uma crise sismo-vulcânica há mais de 2 meses, sem fim à vista e sem turistas”, destacou a socialista.

Isabel Teixeira considerou que o fim dos encaminhamentos é “um revés importante na coesão regional, dado que ilhas sem gateways ficam mais inacessíveis para os não residentes, com os preços a disparar no verão”.

“Neste particular, ao contrário do que afirma o Governo Regional, a tarifa Acores não resolve nada, uma vez que abrange apenas os residentes, deixando de fora os turistas”, sublinhou.

O PS/Açores apresentou uma proposta para a suspensão das decisões deste Governo regional, que desvirtuou o modelo de transporte marítimo de passageiros e acabou com os encaminhamentos para passageiros aéreos não residentes.

“As decisões de alterar o transporte marítimo de passageiros e acabar com os encaminhamentos aéreos gratuitos de turistas para as ilhas sem gateway foram tomadas de forma unilateral, sem escutar os Conselhos de Ilha, os Autarcas, os Empresários e as forças vivas de cada uma destas ilhas”, destacou Isabel Teixeira.

O PS defende a reposição dos encaminhamentos, com os ajustamentos que se revelem necessários, de modo a assegurar um desenvolvimento sustentável para todas as ilhas e o crescimento turístico das ilhas sem gateways.

“Não podemos aceitar que os fluxos turísticos estejam concentrados em apenas algumas ilhas, deixando as ilhas sem gateways duplamente prejudicadas. Não é possível apregoar o reforço da coesão regional e depois, em matérias cruciais como o transporte marítimo e os encaminhamentos, fomentar o divisionismo”, finalizou a deputada eleita pelo PS, Isabel Teixeira.