Governo da República tem que pagar à SATA pelas rotas com obrigações de serviço público

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DR/BE
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O Bloco de Esquerda defende que as ligações diretas do Faial, Pico e Santa Maria para o continente têm que ser mantidas e a SATA – que presta esse serviço público – tem que ser financeiramente compensada pelo Governo da República.

Em declarações após uma reunião com a Associação de Turismo Sustentável do Faial, o deputado António Lima, criticou o atual modelo de transporte aéreo dos Açores, apontando vários problemas: “tem obrigações de serviço público mal desenhadas”, que não servem os interesses do Faial, Pico e Santa Maria, e que prejudicam financeiramente a SATA, permite a atribuição de “subsídios encapotados à Ryanair”, como acontece em São Miguel e na Terceira, e deixou os Açores sem obrigações de serviço público para o transporte de carga desde 2015.

O programa do atual governo regional prevê o estudo da liberalização destas rotas que atualmente têm obrigações de serviço público – ligações de Faial, Pico e Santa Maria com o continente. António Lima desafiou o Governo a abandonar esta ideia “irrealista” e que só iria criar mais uma “falsa liberalização”, com a necessidade de atribuir subsídios públicos para captar companhias privadas, como já acontece em São Miguel e Terceira.

Em vez de estudar a liberalização destas rotas, o Governo devia apostar em melhorar as ligações do Faial, Pico e Santa Maria com o continente, e exigir que o Governo da República assuma a responsabilidade de pagar as devidas compensações à SATA, que assegura estas rotas.

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