Governo dos Açores comparticipa em mais de 211 mil euros obra de conservação na Igreja Matriz da Ribeira Grande

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O Governo dos Açores, através da Direção Regional da Cultura, na tutela da Secretaria Regional da Educação e Cultura, atribuiu uma comparticipação financeira num valor superior a 211 mil euros destinada a obras de conservação na Igreja de Nossa Senhora da Estrela, na Ribeira Grande.

A comparticipação financeira, de acordo com o extrato do contrato hoje publicado em Jornal Oficial, destina-se a obras de conservação que deverão ter início em setembro e se vão prolongar até 31 dezembro de 2020.

A empreitada consiste na substituição da cobertura, reforço sísmico e todos os trabalhos complementares inerentes à boa execução, revestimento de paredes e trabalhos de carpintaria.

A igreja, que se situa na freguesia da Matriz, foi construída em inícios do século XVI, no lugar de uma antiga ermida dedicada à Purificação de Nossa Senhora, sendo desenvolvidos os seus trabalhos de edificação e acabamentos por toda a centúria de Quinhentos, guarnecendo-se o templo com retábulos, pinturas e paramentos.

Dessa época subsiste um conjunto pictórico relevante, datado à volta de 1570 e atribuído à oficina micaelense de Fernão de Matos, de que são exemplos as pinturas ‘Apresentação do Menino no Templo’ e ‘Coroação da Virgem’ e ainda a ‘Adoração dos Reis Magos’, pintura de autor desconhecido.

As consequências de vários eventos sísmicos, especialmente nos séculos XVI e XVII, e as naturais necessidades de atualização estética que acompanham o decurso do tempo, levaram a que a igreja fosse sendo renovada e melhorada, até à realização de uma profunda intervenção a partir de 1728, a qual implicou a demolição das antigas estruturas arquitetónicas para construção do imóvel que, sensivelmente, existe atualmente.

No século XIX continuaram as beneficiações e intervenções artísticas de vários géneros, sendo de realçar a reconstrução do teto, após o seu desabamento em 1834, que havia de receber pintura sobre estuque entre 1871-1878, e também trabalhos em talha, igualmente realizados na segunda metade de Oitocentos, encarregues a Pedro Araújo de Lima, mestre entalhador da Ribeira Grande.

A 17 de abril de 1953, reconhecendo-se o seu relevante valor patrimonial, a igreja foi classificada como Imóvel de Interesse Público.

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