Governo dos Açores prepara intervenção na área da nutrição

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O Governo dos Açores está a preparar uma intervenção na área da nutrição, que se vai iniciar com “o aprofundamento do estudo das determinantes que afetaram os comportamentos alimentares no contexto da pandemia de COVID-19, a fim de se delinear um plano eficaz e célere”, revelou a Secretária Regional da Saúde.

Teresa Machado Luciano, que falava segunda-feira, em Ponta Delgada, no final de uma reunião com representantes da Ordem dos Nutricionistas e do Grupo Intersectorial de Acompanhamento do Programa Regional para a Promoção da Alimentação Saudável 2018-2020, salientou que existe agora a oportunidade, “através de um estudo aprofundado que será realizado a nível nacional, de conhecer melhor o impacto da contenção social no comportamento alimentar dos Açorianos, para sabermos como prevenir e intervir no futuro”.

Para a titular da pasta da Saúde, “é necessária uma intervenção direcionada para os principais indicadores de risco e proteção da saúde identificados no Inquérito sobre Alimentação e Atividade Física em Contexto de Contenção Social, promovido pela Direção-Geral da Saúde, que incluiu uma amostra da população dos Açores”.

“Será importante neste plano de ação a colaboração da Ordem dos Nutricionistas e do Grupo Intersectorial de Acompanhamento do Programa Regional para a Promoção da Alimentação Saudável, bem como dos profissionais das unidades de saúde e das equipas de Saúde Escolar, através do Sistema de Vigilância de Comportamentos de Risco em Jovens”, afirmou Teresa Machado Luciano.

A Secretária Regional sublinhou ainda que “foram produzidas e divulgadas, através das unidades de saúde, do site COVID-19 e da página de Facebook da Direção Regional da Saúde, recomendações para alimentação em quarentena e para a atividade física em isolamento social, já a antecipar possíveis impactos da pandemia”.

Os níveis de atividade física, o padrão de consumo alimentar, a situação financeira e a escolaridade, a idade, o acesso às recomendações e o tempo de confinamento são os principais indicadores de risco e proteção da saúde identificados no Inquérito sobre Alimentação e Atividade Física em Contexto de Contenção Social.

Os indicadores revelaram que 32,3% dos portugueses estão em risco de insegurança alimentar, sendo este mais expressivo no Alentejo, nos Açores e no Algarve.

O estudo demonstrou ainda que 45,1% dos inquiridos modificaram os hábitos alimentares durante o período de contenção social, sendo que a maioria (58,2%) alterou para melhor, devido, principalmente, a diferentes horários de trabalho e modelo de compras, ao stress vivido e alterações do apetite e a receios com a situação económica.

De acordo com o estudo, 18,2% aderiram a um padrão saudável de alimentação, que inclui o consumo de água, hortícolas e pescado, enquanto 10,8% aumentaram o consumo de refeições pré-preparadas, snacks salgados, refrigerantes e take-away.

Os homens, os mais jovens e as pessoas com dificuldades económicas são, indica o inquérito, os que mais adotaram um padrão de comportamento alimentar não saudável.

Relativamente à prática de atividade física, os dados apontam para um aumento considerável da prevalência de pessoas com níveis baixos de atividade física e para a diminuição da prevalência de pessoas com níveis elevados de atividade física.

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