Governo assina contratos programa com a UAç para financiamento de projetos de investigação

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DR/GaCS

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Executivo açoriano tem “confiança no futuro” da Universidade dos Açores e que, nesse sentido, “reafirma o empenho em apoiar uma das mais importantes instituições da Região”, através de dois novos contratos programa.

Gui Menezes falava na cerimónia de assinatura de dois contratos programa com a Universidade dos Açores e a Fundação Gaspar Frutuoso, para o financiamento da comparticipação de 15% do montante dos projetos de investigação a aprovar no âmbito do Programa Operacional dos Açores e para o financiamento da comparticipação de 15% do montante dos projetos de investigação a aprovar no âmbito da segunda convocatória do programa INTERREG-MAC 2014-2020.

“É mais um contributo do Governo Regional para a ciência que se faz na Região e para apoiar a atividade dos centros de investigação da Universidade dos Açores”, afirmou.

Um dos contratos-programa realiza-se no âmbito do concurso de apoio a projetos de investigação no âmbito da Estratégia de Especialização Inteligente da Região (RIS3), com um montante global de 3,3 milhões de euros, que vai permitir financiar 24 projetos da Universidade dos Açores e do IMAR e contratar um doutorado por 24 meses, por projeto, “contribuindo, assim, para os objetivos de promoção do emprego científico nos Açores”.

Através de um dos contratos-programa assinados hoje vai ser possível à Universidade, à Fundação Gaspar Frutuoso, ao IMAR, ao OTA e à Sociedade Afonso Chaves, “a partir do cofinanciamento regional de 500 mil euros, alavancar mais de 3,3 milhões de euros”, frisou o Secretário Regional.

Por outro lado, com o contrato-programa para o financiamento da comparticipação de 15% do montante dos projetos a aprovar no âmbito da segunda convocatória do programa INTERREG-MAC 2014-2020, o Governo dos Açores “antecipa o financiamento à Universidade, através de uma comparticipação estimada de 120 mil euros, a dividir pelos vários projetos, a executar em três anos”.

Segundo Gui Menezes, apesar dos resultados desta convocatória só se tornarem públicos “entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo, através do secretariado comum, sediado nas Canárias, o que hoje fazemos é dar uma garantia expressa à Universidade dos Açores, que também inclui a Fundação Gaspar Frutuoso, de que o Governo dos Açores mantém a aposta estratégica de contribuir para alargar as redes de trabalho das equipas de investigação do Sistema Científico e Tecnológico dos Açores”.

O titular da pasta da Ciência considerou o INTERREG-MAC “um instrumento privilegiado, mas não único, para aprofundar a aposta na internacionalização” da ciência regional.

“Com este financiamento, prevê-se que aos atuais seis projetos se some, no mínimo, mais seis, numa alavancagem superior a 1,5 milhões de euros”, referiu.

O Secretário Regional lembrou que, no Plano de Internacionalização de Ciência e Tecnologia, criado pelo Governo, foi lançada em novembro do ano passado uma linha de financiamento para as unidades do Sistema Científico e Tecnológico dos Açores com uma dotação de 600 mil euros, e anunciou que, durante a próxima semana, será lançada uma linha de financiamento “semelhante”, destinada às empresas regionais, e que “corresponde a um investimento de meio milhão de euros”.

Em declarações aos jornalistas, Gui Menezes salientou que os contratos programa assinados hoje “visam comparticipar os 15% que a Universidade teria que ter para poder implementar projetos” de investigação.

Um dos contratos programa “decorreu de candidaturas feitas pelos investigadores, candidaturas competitivas, em que foram selecionados um conjunto de projetos, que foram aprovados”, disse, acrescentando que “agora temos a finalização do processo de comparticipação regional para a sua concretização”.

Outro dos contratos programa surge no seguimento de projetos “que foram candidatos pelos investigadores da Universidade e de outras instituições ao programa INTERREG MAC”, referiu, adiantando que há cerca de 18 projetos ainda “em fase de avaliação”.

“A comparticipação desses projetos é obrigatória”, sublinhou.

Gui Menezes frisou que “sem ciência não há uma sociedade moderna, evoluída e progressista”, acrescentando que “a ciência e o conhecimento são fundamentais para o desenvolvimento”.

“Daí a aposta, não só dos Açores, mas também do país e de todos os países, na ciência que é produzida, para termos uma sociedade e uma economia mais desenvolvidas, e também mais emprego e mais riqueza”, afirmou o Secretário Regional.

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