Graça Silveira, deputada do CDS-PP na Assembleia Legislativa Regional: “Não esqueço os compromissos que assumi com os faialenses”

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Maria Graça Silveira, primeira candidata do CDS-PP pelo Faial nas últimas legislativas, tem assumido um lugar de destaque no debate parlamentar regional. Apesar de não ter sido eleita pelo Faial, o facto do CDS ter elegido um deputado pelo Círculo de Compensação abriu-lhe as portas da Casa da Autonomia, onde Graça tem procurado ter um papel interventivo. Militante do CDS desde 2007, tem vindo a ganhar destaque na estrutura do partido a nível regional e não só, já que foi eleita para a Comissão Política Nacional (CPN) do partido no último congresso.

Com um percurso de vida claramente dedicado à Academia, Graça é licenciada em Engenharia Agro-Industrial pelo Instituto Superior de Agronomia, mestre em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pela Universidade Técnica de Lisboa e doutorada em Nutrition, Food technology and Biotechnology pela Wageningen University, na Holanda. Professora na Universidade dos Açores (UA) há vários anos, decidiu dedicar-se à política por entender que esta é uma forma nobre de serviço ao próximo, no entanto não esquece a sua bagagem académica e procura colocá-la ao serviço da sua intervenção política. Tribuna das Ilhas conversou com a deputada sobre o seu percurso no CDS e sobre a sua visão quanto a assuntos como a investigação científica e o setor agro-pecuário.


 Foi recentemente eleita para a CPN do CDS-PP. Como encara este novo papel na dinâmica nacional do partido?

Encaro-o como um reconhecimento dos órgãos nacionais do partido em relação ao trabalho feito pelo CDS-PP/Açores, muito em particular do Dr. Paulo Portas que é e sempre foi muito próximo das estruturas regionais do partido, para além dum profundo conhecedor da realidade de todas as nossas ilhas. Mas é também com grande responsabilidade que passo a fazer parte da CPN de um partido que se encontra no Governo, muito em particular nesta altura em que é necessário adotar medidas difíceis, face à situação em que o país se encontra. Por outro lado, em todos os partidos existem dirigentes/militantes com visões centralistas e, portanto, sinto que tenho uma responsabilidade acrescida na afirmação da nossa autonomia.

 

Como analisa o seu percurso dentro do CDS?

Em 2005 fui convidada pela primeira vez a integrar uma lista do CDS-PP à Câmara de Angra do Heroísmo, convite que aceitei na condição de independente. Em 2007 quando Artur Lima se candidatou à liderança do CDS-PP/A, convidou-me para fazer parte da sua lista. Na altura fui apanhada de surpresa, até porque estava grávida, e, portanto, não me sentia com disponibilidade para assumir essa responsabilidade. O Artur, com a sua capacidade de persuasão, convenceu-me a aceitar o desafio, tendo sido eleita em Congresso para a Comissão Política Regional do CDS-PP/A. Por um lado, sempre me identifiquei com a direita e, em particular, com os valores da democracia Cristã e, por outro, ao contrário da opinião que se vulgarizou, acho que a política é a mais nobre forma de serviço ao outro, se pensarmos que o poder é um meio para mudar a vida das pessoas. No entanto, devo admitir que uma das coisas que receava na vida política era ter que comprometer valores em que acreditava em nome da disciplina partidária. Até hoje em nenhum momento senti, dentro do CDS, qualquer constrangimento quanto à minha liberdade de expressão. Aliás, o estilo de liderança do Artur Lima “assenta-me que nem uma luva”, é destemido, combativo, direto e leal. Penso que tudo isto levou a que eu me integrasse bem nesta equipa, e, em 2011, fui eleita presidente da Concelhia de Angra do Heroísmo do CDS-PP e também presidente do Conselho Económico e Social Regional.

 

Tem tido um papel ativo no debate parlamentar, apesar de ter chegado à ALRAA há relativamente pouco tempo. Como tem sido ocupar essas funções?

Ao voltar aos Açores após o meu doutoramento na Holanda, consciente das nossas mais-valias (na sua maioria completamente desaproveitadas), vinha cheia de projetos que acreditava poderem contribuir para o desenvolvimento da Região. No entanto, rapidamente percebi que a aproximação do poder político à comunidade científica raramente acontece, resumindo-se a uma propaganda eleitoralista sem consequências práticas. Portanto esta minha passagem pela ALRAA deu-me a oportunidade de discutir assuntos que são determinantes para o desenvolvimento regional. Nisto sinto-me completamente alinhada com a atuação do CDS-PP, que sempre foi a da crítica construtiva apresentando alternativas credíveis que melhor sirvam os açorianos e os Açores. Além disso, devo admitir que gosto de facto do debate parlamentar e, neste sentido, estar num partido com três deputados tem a vantagem de poder intervir com frequência e de poder intervir como acho que devo fazer, pois nunca senti que tinha uma agenda de interesses partidários a cumprir. 

Leia a entrevista completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 31.01.2014 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

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