Há empresas açorianas a competir no mercado global e a tirar partido do trabalho em rede do AIR Centre

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O Diretor Regional da Ciência e Tecnologia afirmou hoje que, por toda a Região e em diferentes áreas, estão a ser testados projetos-piloto e protótipos, como é o caso do Marine-EO, que está em fase de testes de quatro protótipos de dados da constelação de satélites europeia Copernicus.

 

O projeto Marine-EO visa o desenvolvimento de serviços inovadores e não disponíveis no mercado, baseados no programa Copernicus, destinado a desenvolver serviços de informação com base em dados de observação terrestre.

 

“Isto só é possível porque há uma nova geração de empresas e empresários como a Amber Jack Solutions, altamente qualificadas, competindo num mercado global, e tirando partido do trabalho em rede promovido por entidades como o AIR Centre”, frisou Bruno Pacheco.

 

O Diretor Regional falava à margem de uma visita ao mareógrafo instalado no Porto de Ponta Delgada, cuja construção e manutenção é assegurada pela empresa açoriana Amber Jack Solutions.

 

Durante a visita, foram dados a conhecer os projetos de I&D que esta empresa está a realizar, bem como um conjunto de infraestruturas tecnológicas de monitorização que tem vindo a desenvolver nos últimos anos, com clientes nos continentes europeu e americano.

 

Segundo o Diretor Regional, esta empresa constitui “um exemplo da transformação de conhecimento científico em soluções tecnológicas, em benefício das pessoas e da atividade económica, que interessa replicar em larga escala no setor produtivo regional”.

 

Bruno Pacheco adiantou que “foi aprovado recentemente” o projeto ‘Ports of the Future’, financiado pela Agência Espacial Europeia, através do Programe ARTES 4.0, que integra a Amber Jack Solutions, o AIR Centre, a Portos dos Açores e outras entidades europeias e é liderado pelo INESC TEC, visando o estudo de viabilidade de soluções de monitorização em tempo real, através de múltiplas fontes de dados em portos.

 

O foco específico deste projeto na monitorização contribui para “o objetivo mais vasto de desenhar e construir os portos oceânicos do futuro, recorrendo a tecnologias capazes de aumentar a sua eficiência operacional e diminuir a sua pegada ecológica”, disse.

 

O Diretor Regional destacou ainda o investimento efetuado, ao longo desta legislatura, em projetos de I&D entre empresas e centros de conhecimento, bem como na internacionalização da I&D produzida na Região e no apoio à integração em redes internacionais, que correspondeu a mais de um milhão de euros.

 

Para Bruno Pacheco, os resultados que estão a surgir são “a prova de que a aposta nesta linha de políticas públicas, na diversificação das fontes de financiamento e na adaptação dos instrumentos regionais de incentivos, produz efeitos tangíveis e mensuráveis”.

 

O Diretor Regional defendeu que o trabalho desenvolvido pelo Executivo Açoriano visou “estabelecer as condições necessárias para que a Região dê um salto qualitativo na próxima década, em que a I&D passará a ter um papel central na cultura empresarial regional”.

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